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Artigo de Opinião | No pós-eleições somos o país das maravilhas!

O artigo de opinião que escrevo é feito no dia 1 de abril, dia conhecido por ser o Dia das Mentiras. Não é que ache grande interesse a este dia, mas não deixa de ser curioso reparar que desde o ato eleitoral até hoje, véspera da tomada de posse do novo Governo, o país foi varrido por uma onda de boas notícias. Para quem se recorda sobre o que era transmitido durante a campanha não é fácil acreditar que Portugal afinal não estava assim tão mal quanto alguns diriam.

Senão vejamos as notícias publicadas que são mesmo verdade e não uma brincadeira de 1 de abril:

Dívida pública baixa para €268,5 mil milhões em fevereiro (Expresso);
Portugal ultrapassa Polónia e Estónia no PIB per capita (Eco) (… e lá se foi a Roménia)
Histórico: Portugal regista o maior excedente orçamental em democracia (CNN)
Quase 25 mil emigrantes já voltaram para Portugal com o Programa Regressar (Jornal de Notícias)
Quase três mil médicos aderiram ao regime de dedicação plena (Público)
Portugal volta ao índice dos países com melhor rating da dívida em novembro (Eco)
Até S. Pedro contribuiu e as barragens estão cheias!

Por outro lado, assistimos ao que podemos chamar de um verdadeiro Spin onde entra o “era possível, mas afinal já não é porque vencemos as eleições”.

Como se recordam, a maioria dos comentadores de serviço diziam que era perfeitamente possível usar o excedente orçamental para aumentar os salários de médicos, professores, polícias, e reforçar apoios a agricultores, etc, aliás, diziam que isso até podia ser feito por um governo demissionário caso António Costa quisesse verdadeiramente, mas agora já dizem que afinal não vai ser assim tão simples, apesar de Portugal ter conseguido o melhor resultado orçamental da história da democracia.Marques Mendes, no seu espaço habitual de comentário em canal aberto sem direito a contraditório, veio dizer que a lei até proíbe o uso do excedente orçamental para aumentos de salários (quando no passado dizia o contrário) mas na verdade o art.21 da Lei de Enquadramento Orçamental não proíbe tal iniciativa. Outra situação interessante é que passamos de uma critica feroz à constituição do Governo de António Costa em 2022 por “não ter conseguido recrutar a maioria dos Ministros fora do núcleo duro do PS”, para um excelente governo da AD que se reforça “no núcleo duro do PSD para ser um governo de combate”.

Vamos atravessar tempos interessantes e, para bem de todos, esperemos que o Governo que toma posse amanhã consiga fazer mais e melhor que o anterior. É por demais evidente que não se vai conseguir dar tudo a todos e a prioridade deverá ser uma adequada gestão orçamental do país, com a ponderação necessária para garantir a melhoria dos serviços ao povo Português.

NOTA: Uma nota positiva de destaque para António Costa. Continuou o seu caminho de não-vitimização sobre a situação judicial que estará alegadamente a atravessar – sem que ninguém compreenda sequer porque foi mencionado pela Sra Procuradora Geral da República; promoveu a criação de um documento/resumo das iniciativas que estavam a ser desenvolvidas e que são fundamentais dar continuidade para o bem do país, nomeadamente no que se refere à execução do PRR; e fez uma passagem de pasta com bastante sentido de Estado, educação e espírito democrático para com Luís Montenegro.

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