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O Grito da Revolta

Há um grito de revolta entre as forças de segurança. Uma mágoa a uma só voz, porque estes profissionais sentem-se esquecidos, desrespeitados, desconsiderados e desvalorizados pelo Governo. Estão por isso em protesto e manifestações  há cerca de quinze dias, que tiveram início com a indignação de um só agente em frente à Assembleia da República. São protestos por melhores salários e condições de trabalho, que rapidamente se alastraram a todo o país.

O facto de GNR´s  e PSP´s, não terem direito à greve ao contrário da Policia Judiciária e dos Guardas Prisionais, obrigou-os a organizar formas de protesto mais criativas e, é exemplo disso as vigílias frente à Assembleia da República e em várias cidades do país junto às câmaras municipais.

Mas, importa perceber o que está em causa e que motivou todo este descontentamento. Esta contestação por parte dos elementos da PSP, da GNR e da Guarda Prisional teve início após o Governo ter aprovado, a 29 de novembro de 2023, o pagamento de um suplemento de missão para as carreiras da Policia Judiciária, que em alguns casos pode representar um aumento de quase 700 euros por mês. Esta foi a verdadeira gota de água.

Para estes profissionais são muitos anos de desconsideração a todos os níveis, mas a nível salarial consideram que a situação é gritante. Assim sendo, os sindicatos estão unidos e exigem a revisão global das condições remuneratórias e os diversos subsídios e suplementos. 

O que estes profissionais exigem é sobretudo vencimentos justos e subsídios de risco dignos. No fundo, dignificação da carreira. Esta insatisfação das forças de segurança, potenciada pelo que dizem ser a ausência de respostas por parte do Governo, é o que está a criar a indignação. As forças de seguranças dizem não ter partidos políticos e que apenas devem dever à pátria. No entanto, consideram que os atuais governos não lhes dignificam a profissão.

Os policias sentem-se então esquecidos, desrespeitados, desconsiderados e desvalorizados pelo Governo.

Razões que acabam por levar ao desânimo e a colocar por isso, em causa a segurança da população portuguesa.

Como se não basta-se, a acrescentar a salários baixos, subsídio de missão desigual, sentimento de ingratidão por parte da tutela, estes profissionais acusam ainda o Governo de falta de investimento no setor. Os seus relatos são impressionantes e desconhecidos da maioria da população portuguesa. Parque automóvel obsoleto, as instalações degradadas, falta de condições de material de proteção individual, são elencados como fatores que comprometem a eficácia das funções de que está na linha da frente.

A acrescentar ao facto destes profissionais, não terem direito à greve, está uma realidade que em pleno século XXI, não faz sentido. Mas que existe. A estes profissionais ainda lhes é amputado um conjunto de direitos. Senão vejamos. 

A maioria dos profissionais das forças de segurança que convidamos para esta reportagem, recusaram o convite ou então pediram para que a sua identidade não fosse revelada.  Isto porque temem ameaças e pressões por parte das chefias e porque um processo disciplinar lhes pode comprometer a única forma de subsistência que tem.

Este clima de medo, o sentimento de desvalorização, a realização de turnos atrás de turnos, para no mínimo conseguirem uma vida mais estável para a família, os riscos que correm e as vivências que registam. São motivos que justificam, a taxa de suicídio nos últimos anos, ser tão elevada entre os profissionais desta classe.

Em comum, todos estes agentes, tem a vontade de vencer esta batalha. A do reconhecimento e da felicidade.

E, mais do que nunca, as forças de segurança estão juntas, na defesa e no amor a Portugal.

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