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Especialidade medicina de urgência volta à ribalta

A criação da especialidade de medicina de urgência volta à ribalta com Luís Montenegro a afirmar que é uma especialidade que faz falta para haver carreiras atrativas.

Recorde-se que em dezembro de 2022, a Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos chumbou a criação da nova especialidade. Na altura, 56 antigos e atuais diretores de serviços de urgência lançaram um manifesto onde apelavam à criação desta nova especialidade.

Também em conferência parlamentar sobre medicina de urgência e de emergência em Portugal, realizada no dia 9 de dezembro de 2022, na Assembleia da República, várias personalidades, portuguesas e de outros países da europa, debateram o tema. E numa altura em que se observa a existência de enormes insuficiências na rede hospitalar, os defensores da especialidade consideram necessário dar um passo real no sentido da sua concretização. É o caso de Filipe Serralva, ex-Diretor dos Serviços de Urgência do Hospital de Guimarães, do Hospital de Penafiel e de Amarante, atualmente médico do helicóptero de Macedo de Cavaleiros, do INEM e da VMER do Hospital Padre Américo, em Penafiel.

Filipe Serralva, foi orador na referida conferência e signatário do manifesto mencionado supra.

Por isso, foi com entusiasmo que viu o tema a ser defendido, agora, pela classe política.

Na semana passada, Luís Montenegro afirmou que a greve dos médicos é um reflexo da passividade governativa dos últimos anos, responsabilizando a tutela política por não conseguir criar condições de atratividade das carreiras.

E numa altura em que os serviços de urgência de, praticamente, todos os hospitais do SNS estão sob grande pressão devido à falta de recursos humanos, Filipe Serralva, internista, mas, como afirma, com vocação para urgencista e emergencista, diz não ter dúvidas que “a criação da nova especialidade é a solução para as urgências”.

“Depressa e bem”

A nova especialidade inclui a organização da resposta aos doentes que procuram cuidados médicos urgentes, em que o tempo é vital para a preservação da vida ou de um órgão.

Filipe Serralva lembra o ditado “depressa e bem não há quem” para afirmar que “no caso das urgências tem mesmo de ser depressa e bem”. Nesse sentido, defende a realização de formação e investigação adequadas, lembrando que esta especialidade existe há mais de 50 anos na maioria dos países da europa. “Não queremos os tarefeiros sem hipótese de progressão a assumirem uma área que tem por base a vocação”, afirma. “Queremos ser a primeira abordagem e lutaremos por esta especialidade porque adoramos fazer isso e rejeitamos, veementemente, o perigo da exaustão que alguns referem para justificarem a sua posição contra, porque quem corre por gosto não cansa”, sublinhou o médico.

Resta agora esperar que as declarações do líder do PSD, sobre esta matéria, se propaguem e que o tema volte a debate.

Refira-se que, Fernando Araújo, CEO do SNS, que se tinha manifestado a favor da especialidade, viu com tristeza, em dezembro passado, o chumbo da Ordem dos Médicos, por considerar que se trata de um eixo fundamental na estratégia delineada para esta área.

 

 

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