Novum Canal

mobile

tablet

Paredes: Armando Leal crítica PSD e CDS na questão das Águas Vivas de Gandra

Paredes: Armando Leal crítica PSD e CDS na questão das Águas Vivas de Gandra

Partilhar por:

O secretário da Junta de Freguesia de Gandra, Armando Leal, criticou, no seu habitual comentário, emitido no âmbito do Novumjornal, de última sexta-feira, o PSD e do CDS-PP que questão das Águas Vivas de Gandra.

Armando Leal, nesta questão acusou o PSD de “mentir deliberadamente às pessoas”.

“Entendi falar deste assunto por dois motivos: primeiro pelo respeito que a população nos merece e face à confusão premeditada a que têm sido sujeitos e depois pelos lamentáveis ataques à honra e ao caracter das pessoas que estão em exercício de funções e que têm vindo a ser confundidos com o exercício da oposição. É preciso perceber que em Portugal que quem tem competência para colocar água em casa das pessoas são os municípios e considerando que isto é competência dos municípios para a outra entidade exercer tem de haver transferência ou uma concessão. O grave aqui é que em 2018, o PSD quando era poder tinha conhecimento desta situação, chegou a admitir por Paulo Renito, numa reunião ordinária na Assembleia e Freguesia, que a ERSAR deixou de receber amostra há um ano, pois não reconhece a junta de freguesia como entidade legítima, sendo necessário um protocolo. Isto em 2018, já passaram cinco anos”, disse.

Nesta matéria, Armando Leal acusou o PSD de “ agir de má-fé” e serem “ incompetentes para governar uma freguesia”.

“Agora o que acaba ser lamentável é que a equipa que o acompanhava, é a atual que constitui o PSD, parece que não se lembram de nada e mentem deliberadamente às pessoas. Esta posição do PSD revela uma de duas coisas: ou estão a agir de má-fé e a mentir deliberadamente e não são pessoas idóneas para exercer qualquer tipo de cargo político ou desconhecem a mais básica, a mais elementar legislação das autarquias locais e, por isso, são incompetentes para governar uma freguesia”, frisou, salientando: “O que importa dizer às pessoas, o que vai acontecer, é que a Câmara de Paredes vai delegar a competência na junta de freguesia que passará a ter legalmente o poder para pôr água em casa das pessoas e isto vai acontecer porque ninguém está acima da lei e porque os órgãos da administração pública devem reger-se e agir em conformidade com o princípio da legalidade, ou seja, em obediência à lei e ao direito”.

O secretário da Junta de Gandra reiterou que “A junta continuará a tratar, a captar, a distribuir e a cobrar a água que vende aos seus fregueses”.

“Face a todo este transtorno que tem sido causado, a este tipo de polémicas, desafio que quem nos acusa de querer entregar a água ao município de Paredes, quem vai mais longe e diz que lamentavelmente as águas vão ser roubadas, a identificar o que é que realmente a freguesia irá perder. Os ativos patrimoniais irão continuar a pertencer à junta de freguesia, as bombas, os filtros, as condutas, os reservatórios, todo aquele investimento que ao longo de mais de três décadas foi realizado vai continuar a pertencer ao nosso património. A junta continuará a tratar, a captar, a distribuir e a cobrar a água que vende aos seus fregueses, vai continuar a gerir o seu subsistema e as receitas da água, o dinheiro que consegue obter com a sua venda, vai continuar a ficar para a junta de freguesia e a junta continuará a investir no seu território”, adiantou, sustentando: “importa para que fique claro que a água é de Gandra, continuará a ser de Gandra e pela primeira vez será operada de forma legal”.

” Lamento que procurem premeditadamente gerar confusão nas pessoas, a junta de freguesia já disse que a água vai ser gerida pela junta, o presidente da Câmara de Paredes já adiantou que isso irá acontecer e, por isso, é inequívoco o que irá suceder daqui em diante”, afiançou.

Ainda sobre as amostras, Armando Leal recordou que “teve de ser a câmara a passar a reconhecer a sua veracidade”.

“Quando o anterior presidente da junta de Gandra, Paulo Renito, diz que a ERSAR não aceita as amostras para que as mesmas pudessem ser aceites teve de ser a câmara a passar a reconhecer a sua veracidade e esse já é um apoio significativo que a câmara deu à junta de freguesia para que continuasse a distribuir água. Mais recentemente a junta de freguesia não tinha capacidade para colocar água em casa das pessoas, pelos mais diversos motivos, a câmara municipal prontificou-se a colocar a água nos nossos depósitos para que a população não ficasse refém de um bem tão essencial. Agora, mais recentemente, para que isto não se volte a repetir irá avançar um investimento, uma ligação de água em alta, aos nossos depósitos para que no caso de não conseguirmos captar água, pelas mais diversas razões, conseguirmos ter água nesses mesmos reservatórios para colocar em água das pessoas. Por isso, é de lamentar que entidades que dizem que a junta de freguesia e a câmara não querem saber da água, nos acusem de a querer passar para a câmara, quando no passado não investiram o significativo para que a água continuasse a ter o serviço de qualidade que era necessário. É lamentável esta incoerência que vêm a praticar. O apoio da câmara continuará a ser inequívoco, mas quem terá a última palavra, a gerir e a colocar água em casa das pessoas será a junta de freguesia”, concretizou.

Armando Leal relembrou que oposição tem de exercer o seu papel de fiscalização, mas criticou o que considerou serem “ataques de carácter e à honra das pessoas”.

“A oposição tem de exercer o seu papel de fiscalização, de alertar, de acompanhamento da população, mas não tem de fazer ataques de carácter e à honra das pessoas e é isto que temos vindo a assistir. Num período tão conturbado para o país em que temos assistido quase diariamente a escândalos e a casos a sucederem-se, devemos de olhar para as nossas localidades para preceder o que é que em termos de ética e idoneidade na política vai mal”, avançou, tendo aproveitado para criticar o PSD em Gandra pelo “incitamento ao ódio que promovem”.

“A sua ação política prende-se basicamente com acusações infundadas, com acusações que não têm razão de ser. Estas pessoas para além de não dignificarem o lugar que ocupam, mentem deliberadamente. Mentem porque sabem que a gestão da água continuará a ser da junta de freguesia, mentem porque sabem que a junta de freguesia não tinha a devida competência para distribuir a água e que deveria ter a delegação de competências e mentem porque o que interessa a estas pessoas, não é se as águas vão continuar na gestão da junta de freguesia, mas sim em criar factos políticos para tomar de assalto o poder. Dou a título de exemplo, o que sucedeu antes deste caso. Para eles, o que marcava a ação política era a demissão do presidente da junta. Procuravam a todo o custo que a atual presidente da junta apresentasse a demissão. Considerando que não tiveram acolhimento popular, criaram outro facto político, pegaram noutro tema que é muito querido à população e procuraram com má-fé promover uma campanha de ódio e revolta que não tem fundamento”, manifestou.

Foto arquivo

PSD afirma “quem entrou num rol de contradições e desautorizações foi o Partido Socialista”.

O PSD Gandra, em declarações ao Novum Canal, destaca que “ que quem entrou num rol de contradições e desautorizações foi o Partido Socialista”.

“No seu espaço de comentário semanal, onde não se enquadra o contraditório, o Sr. Armando Leal, Secretário do Executivo ilegítimo da Junta de Freguesia de Gandra, desafiou todos os gandarenses, ao afirmar que “quem tem competência para colocar água em casa das pessoas são os municípios”.

Confrontado com as declarações de Armando Leal que afirmou que já  em 2018, o PSD teria conhecimento desta situação e chegou a admitir por Paulo Renito, numa reunião ordinária na Assembleia e Freguesia, que a ERSAR deixou de receber amostras, por não reconhecer a junta de freguesia como entidade legítima, o PSD Gandra afirmou: “Mergulhado num lamaçal de incongruências Armando Leal, incumbido pela Sra. Presidente de Junta Ilegítima, Sílvia Sá Pinto, tenta desviar as atenções para umas declarações descontextualizadas do Dr. Paulo Ranito, ex-presidente da Junta de Freguesia de Gandra, numa Assembleia Ordinária da Freguesia de Gandra, em 2018. Relembramos que quem entrou num rol de contradições e desautorizações foi o Partido Socialista, como são exemplos: – Renato Almeida declara, na AF Ordinária de 27/12, que existirá uma delegação de competência da Câmara Municipal na Junta de Freguesia para que esta possa gerir a rede de água. Na mesma assembleia, Sílvia Sá Pinto desautoriza o vereador, e esclarece que não existirá nenhuma delegação de competência”.

“Dias depois, em comunicado publicado na sua página do Facebook, eivado de inverdades jurídicas, a JF volta com a palavra atrás, e em surdina com o vereador Renato Almeida, declara que a Câmara Municipal irá assumir a posse do subsistema de Gandra, delegando a competência da sua gestão na JF”, refere o PSD Gandra que acrescenta: “na reunião de câmara, o Sr. Presidente da Câmara afirma que, afinal, tudo se manterá como está, e que o Sr. Vereador e a Sra. Presidente de Junta terão “confundido as coisas” e que não haverá nenhuma delegação de competência”.

Foto arquivo

“Por fim, Armando Leal, com a lição mal estudada e demonstrando um profundo desconhecimento sobre gestão autárquica, volta a desautorizar o Presidente da Câmara, insistindo mais uma vez na dita delegação de competências. Estas idas e vindas são claramente demonstrativas do desaire que está instalado no Partido Socialista”, acrescenta o PSD Gandra.

O PSD Cidade de Gandra reconhece, desde já, idoneidade a todos os cidadãos gandarenses que exerçam na sua vida uma conduta que respeite os valores da liberdade, democracia, da paz social e o respeito pelo próximo”

Quanto à acusação do PSD “mentir deliberadamente”, os social-democratas de Gandra esclarecem que “por princípio, o PSD não desonera a democracia e a liberdade de expressão”.

“O PSD Cidade de Gandra reconhece, desde já, idoneidade a todos os cidadãos gandarenses que exerçam na sua vida uma conduta que respeite os valores da liberdade, democracia, da paz social e o respeito pelo próximo. Ao não reconhecer idoneidade aos elementos do PSD por exercerem o seu direito à oposição, pelo qual estão devidamente mandatados (ao contrário do executivo liderado por Sílvia Sá Pinto), o Sr. Armando Leal quer dividir os Gandarenses de primeira – onde pensa inserir-se, demonstrando tiques de superioridade moral – e os Gandarenses de segunda. Para nós são todos Gandarenses”, avança o PSD Gandra.

“Apesar dos ataques à honra e do apelo ao ódio veiculado pelo Sr. Armando Leal, em nenhum momento foi capaz de provar onde e em que é que o PSD mentiu aos Gandarenses. Preocupou-se antes em debitar e fundamentar os insultos à bancado do PSD. E o insulto, como sabemos, é a arma dos fracos e submissos. Por essa via nunca caminharemos”, constata o PSD cidade de Gandra.

Foto arquivo

“Durante mais de três décadas, os executivos da JF de Gandra liderados pelo PSD defenderam, intransigentemente, todo o legado histórico e o património da Freguesia. Não obstante, em nenhuma circunstância, se colocou em causa a propriedade e gestão do subsistema de Gandra. Os cidadãos que o Sr. Armando Leal acusa de serem incompetentes, são os mesmos que nunca se vergaram e defenderam sempre a nossa freguesia”, acrescenta o PSD Gabdra que sublinha ainda: “Por falar em INCOMPETÊNCIA, o que tem o Sr. Armando Leal a dizer sobre o facto de terem construído um minicampo sintético que, para além de não respeitar as normas mínimas de segurança, não foi sequer aprovado pela Associação de Futebol do Porto? Por falar em INCOMPETÊNCIA, o que tem o Sr. Armando Leal a dizer sobre o facto do Presidente da Camara não se lembrar que a CESPU dispunha de terrenos em Gandra para instalar o Hospital Veterinário, quando o próprio foi responsável pelo processo de atribuição de interesse municipal aos respetivos terrenos? Por falar em INCOMPETÊNCIA, qual foi o comportamento do Sr. Armando Leal na tão falada reunião do dia 30 de Novembro, na qual o Sr. Presidente da Câmara pretendia prejudicar a FREGUESIA DE GANDRA ao impor um acordo entre Gandra e Recarei onde a nossa freguesia sai claramente prejudicada com a cedência INJUSTIFICADA de parte do nosso território a Recarei??”, reforça o PSD Gandra.

No mesmo comentário ao Novumjornal, Armando Leal, apontou, também, críticas ao CDS-PP Paredes.

“O CDS Paredes esta semana emitiu um comunicado em que continua a insistir que a presidente da junta de freguesia não tem legitimidade para continuar e isto é irrisório denota a incoerência deste partido porque em nenhum momento vi o CDS a chamar presidente não eleito ao senhor Jorge Malheiro, que foi o segundo presidente de câmara e ficou no primeiro mandato em substituição do presidente de câmara eleito, Francisco Mota”, frisou.

“Na política não vale tudo e não se deve fazer política nem através da pessoalização de casos nem tão pouco com acusações infundadas. As pessoas a quem eles se referem, nas quais me incluo, não estão na política para benefício pessoal, estão para cumprimento do serviço público. E, por isso, um partido histórico como o CDS que exerceu o poder a nível local e nacional, prestar-se a este tratamento é lamentável,”, precisou, recordando que “estes comportamentos prejudicam as pessoas, mas prejudica a seriedade das instituições, desprotegia o papel destes partidos enquanto oposição e fragiliza os valores da democracia”.

Refira-se que o Novum Canal tentou contactar o CDS-PP, também, visado neste comentário de Armando Leal, mas, não conseguimos, até ao momento, obter qualquer feedback.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!