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O Madureira marcou e o Paredes Ganhou!

Artigo de Opinião | O Madureira marcou e o Paredes Ganhou!

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Domingo, dia 08 de Janeiro de 2023, 11 da manhã, o União Sport Clube de Paredes está de volta ao Estádio das Laranjeiras, num jogo contra o Canelas. O estádio está bem composto. Madureira, avançado do Paredes, formado no clube e ao serviço do União há já 17 épocas, marca o primeiro golo ao minuto 37.

Podia ter sido apenas mais um golo a somar aos mais de cerca de 60 que Madureira já marcou ao serviço do clube da sua terra. Mas este golo foi muito mais do que isso. Foi o golo que representou a alegria de todo um povo que viu, finalmente, o seu clube regressar à casa que lhe foi retirada após promessa de um mundo novo.

A história do fim das Laranjeiras conta-se rápido. O ex-Presidente da Câmara, do PSD, após uma sucessão de erros, vende todo o complexo desportivo (pavilhão e estádio) a uma empresa, que tem como objectivo construir um Shopping naquela área. Isto com um centro comercial na cidade, outrora ex-líbris do Vale do Sousa, num estado de total abandono e degradação. Ora, qualquer político com uma visão estratégica e pragmática para o seu território teria incentivado o promotor a recuperar este centro comercial e a ali, sim, fazer nascer um novo Shopping. Mas essa visão não existiu, ou talvez não tivesse havido interesse nessa estratégia.

Voltando ao complexo desportivo, o ex-Presidente reúne, em assembleia geral, com a direcção do Paredes à altura, “vende” um projecto 3D de uma cidade desportiva como sendo a segunda maior do país e afirma “isto só avança por unanimidade; caso alguém vote contra, o projecto fica sem efeito”. Iludidos e pressionados por um “tudo ou nada”, os sócios aprovam por unanimidade mais uma falácia do ex-Presidente.

Após a venda do complexo, o promotor estava em condições de avançar com o projecto do Shopping, o que, como muitos já esperavam, não se veio a concretizar. O promotor acaba por pedir insolvência e, um dia de manhã, a cidade acorda com uma placa colocada no Estádio das Laranjeiras a anunciar “Vende-se”. O “castelo das maiorias” e do “aqui em Paredes só ganha o PSD” tinha, por fim, caído.

Efetivamente, em 2013, o ex-Presidente, do PSD, obtém um resultado desastroso, o que ainda hoje nos suscita duvidas. Todo o processo da venda do estádio gera uma onda de revolta na sociedade paredense, para além de suscitar inúmeras dúvidas. O ex-Presidente ainda chega a prometer resgatar o que tinha vendido, mas já ninguém em Paredes acreditava nele. Nas eleições a população manifesta o seu descontentamento, declarando “basta” ao ex-Presidente concedendo a confiança e a maioria a Alexandre Almeida, cujo slogan era “Dar vida a Paredes”.

O Madureira marcou e o Paredes Ganhou!

Alexandre Almeida compra/resgata todo o complexo e rapidamente recupera o pavilhão, mobilizando dezenas de eventos desportivos e culturais para Paredes. A título de exemplo, o concelho volta a ter um campeonato europeu de Hóquei. Mas o sonho de Alexandre Almeida não fica por aqui. Percebendo a ligação afectiva dos paredenses ao Estádio das Laranjeiras e a necessidade de o União de Paredes voltar a jogar na sua própria cidade, investe, sem hesitar, na renovação do estádio. Recorde-se que o ex-Presidente de Câmara, que prometeu uma cidade desportiva megalómana, deixou três campos e uns contentores.

Explicada a história, é tempo de voltar aos dias que antecederam a inauguração do remodelado Estádio das Laranjeiras. Sentia-se uma alegria indescritível nas ruas. O União estava de volta a casa. Na cidade é unânime a opinião de que a recuperação das Laranjeiras foi uma excelente aposta. E como prova desse agrado mais de 2 mil pessoas encheram as bancadas do estádio no dia da inauguração.

No meio da euforia reaparece o ex-Presidente, que não aceita a posição da atual direcção, criticando-a recorrendo ao insulto e, como sempre, lançando a ideia de que o campo não tem medidas. Argumentos utilizados meramente para tentar descredibilizar quem foi capaz de fazer o que ele não fez. O ex-Presidente ainda quer que se fale dele, mas não deixou obra que o justifique. Cegou com a “mania das grandezas” que tudo o vento levou. Alexandre Almeida tem os pés bem assentes na terra, promete e concretiza.

Esta será, provavelmente, uma das últimas vezes que falarei de ex-Presidente. Sempre discordei da visão megalómana que teve para o território, não conseguiu terminar a grande maioria dos projectos que lançou, não é capaz de reconhecer os seus erros, como é exemplo o Estádio das Laranjeiras. Até na hora da saída demonstrou a sua falta de humildade, não estando presente na tomada de posse de Alexandre Almeida e organizando uma festa de última hora no salão nobre do concelho, que foi motivo de chacota a nível nacional, fazendo lembrar a humilhação de querer o maior mastro do mundo (que resultou numa música dos Deolinda).

Alexandre Almeida continuará a apontar para a Lua e o ex-Presidente, do PSD, seguirá olhando apenas para o dedo. Enquanto isso, a comunidade paredense voltará, todas as semanas, orgulhosamente, a encher o Estádio das Laranjeiras.


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