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100 anos após a descoberta da insulina, Parlamento Europeu adota resolução histórica sobre diabetes
Fotografia: APDP Diabetes /foto arquivo

100 anos após a descoberta da insulina, Parlamento Europeu adota resolução histórica sobre diabetes

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O Parlamento Europeu adotou, no dia 23 de novembro, uma resolução sobre prevenção, gestão e melhoria dos cuidados da diabetes na União Europeia por ocasião do Dia Mundial da Diabetes.

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) destaca que a “Federação Internacional da Diabetes (IDF) Europa e a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) aplaudem este importante passo para reverter o número crescente de pessoas que vivem com diabetes, melhorar a gestão da doença e das suas complicações e abordar as desigualdades e disparidades no acesso aos cuidados e ao tratamento na Europa”.

“A IDF Europa e a APDP agradecem à presidente Roberta Metsola e ao grupo de trabalho MEPs Mobilizing for Diabetes (MMD) pelos seus esforços notáveis na obtenção de apoio político, no aumento da sensibilização sobre esta doença e no apelo à urgência de agir, com uma palavra especial à eurodeputada Marisa Matias, inexcedível no seu compromisso com a resolução, tal como tinha sido há 10 anos com a 1.ª Resolução sobre a Diabetes do Parlamento Europeu”, refere o comunicado que nos foi endereçado.

Citado em comunicado, João Filipe Raposo, diretor Clínico da APDP, destaca que “este é um momento histórico, assinalado no ano do centenário da descoberta da insulina e 10 anos depois de o Parlamento aprovar a primeira resolução sobre diabetes!”.  

“Esta iniciativa poderá contribuir para melhorar os resultados de saúde de milhões de cidadãos da UE que vivem com diabetes, bem como com doenças não transmissíveis (DNTs) e outras condições”, acrescenta.

O ponto de partida foi dado a propósito do Dia Mundial da Diabetes, assinalado a 14 de novembro, pela IDF Europa, que apresentou o contexto atual da diabetes, bem como a necessidade de novos modelos de prestação de cuidados, que se foquem na prevenção e no acompanhamento em proximidade.

Fotografia: APDP Diabetes /foto arquivo

Também citado em comunicado, José Manuel Boavida, presidente da APDP, avança que “este foi um bom passo, mas é apenas o início. O foco deve passar agora pela existência de uma liderança europeia coerente, eficiente e forte para eliminar a lacuna existente no que diz respeito à pesquisa e ação política na diabetes. Importa definir um quadro de ação nos Estados-Membros, garantindo o bem-estar das gerações atuais e futuras”.

“A diabetes caracteriza-se pela sua complexidade. Afeta pessoas de qualquer idade e de todos os géneros e grupos socioeconómicos em todo o mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existem atualmente 14 tipos diferentes de diabetes, sendo o tipo 1 e o 2 os mais comuns (este último representa cerca de 90-95% de todos os casos de diabetes)”, declara a APDP que sublinha que em toda a “UE, 32 milhões de adultos vivem com diabetes e a prevalência continua a aumentar, prevendo-se que atinja os 35 milhões até 2030. Em Portugal, estima-se que mais de um milhão de pessoas vivam com diabetes”.

A associação declara que “não existe ainda cura para a diabetes, mas com o tratamento eficaz, com os cuidados certos e o acesso ininterrupto aos tratamentos e às ferramentas e tecnologias apropriados, as pessoas com diabetes podem melhorar significativamente a sua qualidade de vida e reduzir o risco de desenvolver comorbilidades”.


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