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(C/VÍDEO) Filipe Cerqueira fala em regozijo após conquista do título de campeão europeu e mundial

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Filipe Cerqueira, agende da GNR de Amarante, que se sagrou recentemente campeão europeu e mundial de andebol em cadeira de rodas, em Leiria, assumiu, em declarações ao Novum Canal, ser motivo de regozijo ter ajudado a seleção nacional a arrecadar estes dois títulos.


“Ter ajudado a seleção nacional a arrecadar estes dois títulos é uma sensação única, não conseguimos transmitir tudo o que nos vai cá dentro, é um misto de alegria, fascínio e comprometimento do que tem vindo a ser um objetivo com a equipa e a seleção nacional que culminou com a conquista do campeonato europeu e mundial de andebol e cadeira de rodas. É um orgulho enorme”, afirmou, salientando que existia a expetativa de que a seleção pudesse arrecadar este duplo título.

Fotografia: Rui Miguel Pedrosa / Município de Leiria


“Havia seleções que tínhamos referências, outras não, mas daquilo que conhecíamos, existia esse patamar de exigência de alcançar estes dois títulos. Em torneios internacionais já tínhamos referências que nos permitiam almejar esta conquista”, disse.

O andebolista cadeirante declarou que antes de ter integrado a seleção nacional de andebol em cadeira de rodas venceu diversos títulos na modalidade de remo adaptado.

Fotografia: Rui Miguel Pedrosa / Município de Leiria


“Fui federado em remo adaptado e nunca estive muito ativo no andebol, nestes últimos dois anos comecei a estar mais ativo no andebol e alcancei o objetivo de ser selecionado e integrei a seleção. Já arrecadei títulos no remo e no ciclismo”, expressou, sublinhando ter sido tricampeão nacional e regatas internacionais.


Filipe Cerqueira confirmou que o desporto adaptado tem vindo a ser valorizado, mas está distante do que é pretendido.

Fotografia: Rui Miguel Pedrosa / Município de Leiria


“Um dos obstáculos que me levou a abandonar o remo teve a ver com os apoios que são ainda escassos. A comunicação social felizmente tem vindo a dar visibilidade à modalidade e ao desporto adaptado. Os apoios existem, mas muitas das vezes podem não estar a ser bem canalizados e geridos. No andebol, felizmente, estamos num patamar de excelência. É um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido, mas é preciso manter este patamar. Há muita coisa a ser desenvolvida”, expressou, assumindo que é preciso continuar com esforço e dedicação, no sentido de ultrapassar os obstáculos ainda existentes e manter a qualidade que se pretende e todos os atores e agentes ligados ao desporto adaptado almejam.

Fotografia: Rui Miguel Pedrosa / Município de Leiria

Filipe Cerqueira admitiu que, também, ao nível local existem vários obstáculos a ultrapassar.

“A realidade que conheço, no meu concelho, infelizmente, não há qualquer instituição que desenvolva o desporto adaptado. Nos concelhos limítrofes existe desporto adaptado. A nível local, no remo, por exemplo, deslocava-me para Viana do Castelo porque aqui não existiam condições. No andebol não existem equipas no concelho, existem noutros concelhos, no Grande Porto. A nível de infraestruturas faltam infraestruturas. Já tentei junto das entidades desenvolver vários projetos, mas deparo-me com dificuldades. Pode ser que estes títulos seja o despertar para essas ajudas. Uma cadeira de desporto pode custar cerca de seis mil euros. Por vezes consigo apoios das empresas, mas a crise também não veio ajudar” sustentou, sustentando que a nível desportivo o seu objetivo passa por estar no mais alto patamar possível.

“Foi difícil chegar a este patamar, mas o mais difícil é manter”, acrescentou.


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