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Deputados de Penafiel e Felgueiras questionam ministro da Saúde sobre sobrelotação das urgências do Hospital Padre Américo
Fotografia: DR

Deputados de Penafiel e Felgueiras questionam ministro da Saúde sobre sobrelotação das urgências do Hospital Padre Américo

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O deputado penafidelense, António Cunha, e o seu colega de bancada Pedro Melo Lopes, de Felgueiras, questionaram o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, sobre sobrelotação das urgências do Hospital Padre Américo, em Penafiel.

Num requerimento enviado ao Presidente da Assembleia da República, os deputados dos dois concelhos recordam que o elevado número de pessoas que recorrem à urgência do Padre Américo se agravou “fortemente este mês, com mais de 600 doentes a acederem diariamente ao seu serviço de urgência (SU) – um espaço também dimensionado para metade desse número”, salientando que “nos últimos dias chegaram a estar cerca de 60 pessoas internadas amontoadas em macas nos corredores do SU do HPA, inclusivamente com crianças deitadas no chão”.

“O hospital Padre Américo (HPA), em Penafiel, um importante equipamento hospitalar do Serviço Nacional de Saúde (SNS), integra o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, que também é composto pelo Hospital de São Gonçalo, em Amarante. Esta unidade hospitalar serve mais de 500 mil pessoas de 12 concelhos e de quatro distritos, perto do dobro das 300 mil para que foi concebido. Se é verdade que há muito que o HPA não consegue dar resposta ao elevado número de utentes que o procuram, uma situação que se agravou nos últimos anos, não o é menos que a situação se agravou fortemente este mês, com mais de 600 doentes a acederem diariamente ao seu serviço de urgência (SU) – um espaço também dimensionado para metade desse número”, referem os deputados, sublinhando que “nos últimos dias chegaram a estar cerca de 60 pessoas internadas amontoadas em macas nos corredores do SU do HPA, inclusivamente com crianças deitadas no chão (por nem sequer haver macas disponíveis) à espera nas urgências pediátricas, havendo inclusivamente casos de doentes que se encontram nesse espaço há já cinco dias!”.

Os deputados classificaram esta situação “inaceitável” e relembram que perante esta situação, o presidente do Conselho de Administração do HPA confirmou “que há um número grande de doentes na urgência, mas que estão lá internados. O problema não é as urgências, é a falta de camas”.

Os deputados de Penafiel e Felgueiras declaram que o responsável pelo CHTS reconheceu, igualmente, “a escassez de profissionais de saúde, cuja contratação constará no plano de atividades do próximo ano e dependerá, também, de aprovação da tutela”.

“Aliás, o mesmo responsável chegou mesmo a afirmar, no passado dia 15, que “chegámos inclusivamente a parar as cirurgias [no HPA] esta semana”, justificando essa decisão de suspensão da atividade cirúrgica “porque assim, temos mais algumas camas”, não deixando de esclarecer que “hoje temos 21 doentes internados com internamento dito social, que já cá não deviam estar”, avançam os deputados eleitos pelo círculo eleitoral do Porto.

“A respeito desta última declaração, importa lembrar que, de acordo com o 6.º Barómetro Internamentos Sociais, da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, em março de 2022 havia 1.048 pessoas com alta clínica internadas nos hospitais do SNS, um agravamento de 23% face às 853 pessoas que permaneciam inapropriadamente internadas em 2021”, esclarecem António Cunha e Pedro Melo Lopes.

Fotografia: DR

No requerimento entregue ao Presidente da Assembleia da República, os dois deputados questionaram o Ministro da Saúde, inquirindo o titular da pasta “que medidas concretas tomou já o Ministério da Saúde para aumentar os recursos humanos, adequar as instalações e reforçar o número de macas do Hospital Padre Américo (HPA), a fim de fazer face à procura dos utentes e de modo a evitar as degradantes condições de doentes internados no respetivo serviço de urgência, amontoados em macas e alguns dos quais mesmo deitados no chão”.

Os deputados questionaram, ainda, Manuel Pizarro se ”vai o Ministério da Saúde autorizar as contratações de pessoal pretendidas para o HPA no respetivo Plano de Atividades para 2023 e atualmente, “quantos doentes se encontram inapropriadamente internados no HPA e que medidas concretas estão a ser tomadas para reduzir o número de doentes com alta clínica, que permanecem internados nos hospitais do SNS, em particular no HPA”.

No requerimento efetuado ao Ministro da Saúde, António Cunha e Pedro Melo Lopes perguntam, ainda, se “vai ou não o Ministério da Saúde olhar para o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, que presta cuidados a mais de 500 mil habitantes e se encontra a romper pelas costuras, como um hospital em que urge investir, nomeadamente na sua reorganização, aproveitando o Hospital de São Gonçalo, em Amarante?”.


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