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(C/VÍDEO) Greve da função pública fez-se sentir com mais intensidade nas escolas e no setor da saúde

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A greve da função pública agendada, para esta sexta-feira, fez-se sentir com mais intensidade nas escolas e setor saúde, numa paralisação convocada pela Frente Comum.

Na origem deste protesto esteve a contestação aos aumentos salariais propostos pelo Governo para 2023 e a valorização das carreiras.

Orlando Gonçalves, do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Socias do Norte, disse esta tarde, ao Novum Canal, que a adesão no Norte foi de cerca de 75% na saúde..

Quanto à educação, ainda não há dados concretos.

“A greve superou as nossas expetativas. Quando foi convocada havia alguma existência por parte dos trabalhadores, o aumento anunciado pelo Governo poderia ser uma coisa boa, mas quando percebemos a aplicabilidade das medidas percebemos que esta não era uma coisa tão boa como parecia e diria que na região Norte, na saúde a adesão média foi de 75%. Na educação, o número percentual é mais difícil de apurar, mas sabemos que encerraram inúmeras escolas em Braga e no distrito do Porto. Saúde e educação rondará os 85%”, explicou, salientando que nos outros setores, a adesão foi um pouco menor.

Orlando Gonçalves realçou que mesmo a nível nacional a adesão foi significativa, recordando que os Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte há 14 anos não têm aumentos.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Socias do Norte destacou, na sua página oficial, online, numa alusão a este dia de manifestação, que os “trabalhadores da Administração Pública não aceitam empobrecer a trabalhar e exigem soluções para acabar com a desvalorização dos seus salários e carreiras”, denunciando as “dificuldades e injustiças que são fruto do desinvestimento nos Serviços Públicos”.

“A proposta de OE para 2023 continua sem responder aos problemas, apesar de haver verbas para financiar uma política diferente”, alude o sindicato, recordando que os “trabalhadores de vários sectores da saúde não aceitam mais os baixos salários de há décadas”.

A Fenprof estima que, devido à greve, em 90% das escolas não houve aulas.

“Pelos dados recolhidos ao longo de toda a manhã, a FENPROF estima que em 90% das escolas não houve aulas. Um número que tem vindo a crescer durante a tarde, pois são várias as escolas que, tendo tido aulas durante a manhã em condições mínimas de funcionamento, tiveram de encerrar de tarde”, refere a estrutura sindical que adianta que “com esta greve, os trabalhadores da Administração Pública tornam público o seu descontentamento pela forma como são tratados pelo governo, cujas políticas desrespeitam os seus direitos e põem em causa a qualidade da resposta dos serviços públicos”.

fotografia: Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte/foto arquivo

“Salários com crescente perda de poder de compra, carreiras desvalorizadas e pervertidas, envelhecimento, precariedade ou sobrecarga de trabalho são, apenas, alguns dos motivos que levaram os trabalhadores à greve e as escolas a encerrarem”, avança a Fenprof no seu site oficial que declara que “no caso dos professores, acrescem, aos motivos comuns a toda a Administração Pública, a intenção do governo de quebrar a paridade no topo entre as carreiras docente e técnica superior, a não contagem integral do tempo de serviço para a carreira ou o congelamento das progressões imposto pelas vagas e pelas quotas de avaliação, bem como o projeto do ME de revisão do regime de concursos, substituindo os quadros por mapas de pessoal, gerindo o pessoal docente de acordo com os interesses das CIM e áreas metropolitanas ou entregando aos diretores a afetação dos docentes às escolas”.

“Depois da expressiva greve de 2 de novembro e da greve de hoje de toda a Administração Pública, a Fenprof espera que o governo aceite negociar condições que valorizem a profissão docente e dignifiquem os serviços públicos, desde logo a Escola Pública”, sublinha o Secretariado Nacional da Fenprof.

Refira-se que, também, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses juntou-se à luta conjunta dos trabalhadores da Administração Pública, assim como a Federação Nacional dos Médicos.


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