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(C/VÍDEO) Observatório de Mulheres Assassinadas destaca que entre janeiro e novembro foram assassinadas 28 mulheres

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O Observatório de Mulheres Assassinadas, organismo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), destacou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, que entre janeiro e novembro deste ano, foram assassinadas 28 mulheres.

De acordo com os dados divulgados destas 28 vítimas mortais, 22 foram femicídios.

Carolina Magalhães, do Observatório das Mulheres Assassinadas, esclareceu que nem todas as mortes de mulheres têm a ver com femicídios ou enquadram neste tipo de crime.

“Estes 22 femicídios ocorreram em contexto de intimidade, parceiros íntimos, companheiros ou ex-companheiros que assassinaram as suas esposas, ex-esposas, namoradas ou ex-namoradas”, disse, sublinhando que destes 12 existia já violência prévia antes do femicídio ser cometido.

“Dos 12 casos, as pessoas conhecidas da vítima já sabiam ou tinham testemunhado essa violência. É fundamental que todos nos cidadãos denunciem estas situações. Também podemos tomar passos para prevenir estas tragédias. A violência é um crime publico deve ser denunciado. Por outro lado, as pessoas podem contatar a linha de apoio de violência doméstica. É importante que todos contribuamos para prevenir e minimizar este flagelo social”, disse.

Carolina Magalhães esclareceu que destes 12 casos, em sete já tinha sido feito denúncia às autoridades.

“É importante que as instituições policiais e o Estado, os tribunais e outros agentes e atores com responsabilidades nesta questão percebam que a denúncia não é automaticamente proteção da vítima, é necessário implementar medidas de segurança de forma célere para proteger as vítimas de forma mais eficaz. É preciso a sociedade, as instituições tentarem fazer o máximo para prevenir estas situações”, afirmou.  

Carolina Magalhães afirmou que não há, para já, uma tendência de diminuição do fenómeno, sustentando que para mitigar este que é considerado um flagelo social, importa promover uma maior aposta na prevenção, formação e educação.

“Verificamos que persistem na sociedade portuguesa valores machistas, patriarcais, de que o homem domina a mulher e de que a vítima é propriedade do seu marido, namorado e ex-namorado. Alguns destes casos, algumas das vítimas já se tinham separado do seu companheiro e foi por causa dessa recursa que o ofensor se sentiu no direito de acabar com a vida da vítima. São valores machistas e patriarcais que estão enraizados. É importante ter formação e prevenção da violência, nas escolas, ensinar o que é a igualdade, os direitos humanos, promover a igualdade de género. Teremos de trabalhar desde cedo e apostar em programas de prevenção”, manifestou.


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