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(C/ VÍDEO) Vencedor do Prémio Literário Germano da Silva/Rotary Club de Penafiel enaltece importância desta distinção para a promoção da literacia

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Paulo Pereira Viegas, autor da obra “Os caminhos de Idalécio”, vencedor do Prémio Literário Germano Silva do Rotary Club de Penafiel enalteceu, esta terça-feira, em Penafiel, no auditório Germano Silva da Biblioteca de Penafiel, a importância desta distinção para a promoção da literacia, da literatura e do apoio à educação.

O autor natural de Lisboa, a residir há vários anos em Viseu, relevou, ainda, a importância desta distinção no contexto literário, afirmando estar grato à organização e ao júri por ter premiado o seu mais recente trabalho.

“Estou grato ao Rotary Clube de Penafiel por esta distinção que talvez me permita publicar outras coisas a partir de agora. Hoje em dia é muito difícil publicar seja o que for, pelo que acredito que esta distinção poderá ser uma porta para a publicação”, disse.

Falando da obra premiada, Paulo Pereira Viegas, adiantou que esta retrata a vida de Idalécio e percorre o período desde 1917 até cerca dos anos 90 no século passado.

“A obra retrata a vida de Idalécio que vai desde 1917 até cerca dos anos 90 no século passado. Mostra a vida numa aldeia no interior, fechada, com valores retrógradas, dominada pelo padre, professor e pelo médico. O Idalécio não é nada disso, pertence a uma burguesia local e todos juntos conseguem dominar toda uma população. Era isso que tinha em mente quando comecei a fazer esta obra”, confirmando que a obra assim que é lida e chega ao leitor ganha novos significados.

“A obra depois de escrita pertence ao leitor. A minha leitura não é a da Cidália Fernandes, a apresentadora da mesma. Cada um interpreta da forma como melhor entende”, adiantou, reconhecendo que os prémios literários são fundamentais para que os autores consigam publicar.

“As editoras publicam tantos livros por dia, que não conseguem publicar tudo o que aparece”, afirmou, sustentado que tem alguns contos e trabalhos de poesia que gostaria de publicar a curto prazo.

 O responsável pelo Rotary Club de Penafiel, João Oliveira, recordou que o Prémio Literário Germano Silva – Rotary Club de Penafiel, instituído pelo Rotary Club de Penafiel, é uma das ações de apoio à educação e à literacia, “desenvolvida num compromisso conjunto de reflexão sobre a importância da escrita na língua de Camões, como instrumento fundamental para a compreensão do mundo”.

“Este prémio literário Germano Silva coincide com os 50 anos do Rotary Club de Penafiel e é o concretizar de uma atividade que decorre desde 2017. O prémio só é possível porque existe uma parceria do Rotary com a editorial Novembro e com Fundação Rotária Portuguesa que nos ajuda na edição desta obra. No início a ideia passava por trazer à comunidade mais um bocadinho da língua portuguesa e dos muitos autores que escrevem, mas que não conseguem publicar. É um serviço que prestamos à comunidade e este ano não podíamos deixar de participar neste prémio”, disse.

João Oliveira assumiu que o Prémio Literário Germano Silva Rotary Club de Penafiel tem vindo a ganhar visibilidade e notoriedade, sendo inúmeros os concorrentes de todo o território que têm participado nas suas várias edições.

“O vencedor deste ano é de Viseu, mas nos anos anteriores tivemos autores de outras zonas. Além de homenagear o ilustre penafidelense Germano Silva, é um prémio que já ultrapassou Penafiel, o Vale do Sousa e abrange todo o território”, atalhou.

“Quando iniciamos este prémio tinhamos como objetivos homenagear o penafidelense Germano Silva, mas, também, proporcionar a jovens escritores editarem uma obra sua. Sabemos o quão difícil é editar uma obra. No terceiro ano, percebemos que isso já não era bastante e alargamos o prémio a todos os que quisessem concorrer, tal era o volume de obras que se apresentavam a concurso. Deixou de ser uma primeira obra, para passar a integrar um qualquer escritor de língua portuguesa desde que fosse um inédito da sua autoria”, acrescentou, sublinhando que alguns dos vencedores premiados neste prémio já expõem na Feira do Livro em Lisboa.

“Vi dois dos últimos vencedores deste prémio na Feira do Livro de Lisboa. Se isto quer dizer que estamos a trabalhar bem e a ajudar quem precisa de editar as suas obras, acredito que sim”, manifestou.

A diretora da Biblioteca de Penafiel, Adelaide Galhardo, relevou, igualmente a importância literária do Prémio literário anual Germano Silva – Rotary Clube de Penafiel e enalteceu o facto da atribuição deste prémio ter decorrido no auditório da Biblioteca de Penafiel batizado precisamente com o nome do conhecido e ilustre penafidelense, Germano Silva.

“Tudo o que premeie a literatura, neste espaço, que é a casa dos livros, para mim é de salutar e atribuir o nome Germano Silva que tem contribuído para o engrandecimento da biblioteca e tem aqui o seu auditório faz todo o sentido”, expressou, admitindo que este prémio tem vindo a ganhar crescente visibilidade.

“Estamos a falar de um prémio que tem mais pessoas a concorrer, tem ganho uma notoriedade e que abrange escritores e projetos de todas as idades, não apenas os jovens, mas, recordo, que no ano passado, tivemos uma senhora de 80 anos a concorrer. Num mundo tão virado para valores materiais é bom verificar que há pessoas que pensam em livros, na importância e na da leitura”, manifestou, recordando que escritor não é apenas aquele que escreve livros.

“É preciso muito mais que isso. O facto de existir um prémio que valide esta capacidade de distinguir o trigo do joio é bom para que as pessoas possam sentir o seu trabalho reconhecido e existirem prémios e concursos que validem o seu percurso literário. Quando lemos as obras não sabemos de quem são e verificamos, depois, que muitos dos premiados já têm um percurso literário”, concretizou.

Recorde-se que Germano Silva nasceu em “Penafiel em 1931 e ao longo da sua vida, pela carreira de jornalista, foi galardoado inúmeras vezes, de entre elas com a medalha de mérito, grau ouro, pela Câmara Municipal de Penafiel e a Ordem de Mérito, grau de Comendador, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, pelo reconhecimento de ter mudado gerações, implicando mudança no pensamento de cada ser humano”.

Saliente-se que o “Rotary Clube de Penafiel nasceu em Penafiel em 1973 e comemora no presente ano rotário 50 anos de serviço ao próximo, ação esta que se revê como transformadora na comunidade e causadora de mudanças duradouras em si mesmas”.

“Sendo o português idioma oficial em 9 países como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, este Prémio Literário comemora em Rotary a língua portuguesa como elemento de união e promoção da paz entre povos, à escala mundial”, acrescenta o Rotary Club.

O Prémio Literário Germano Silva – Rotary Club de Penafiel conta com o apoio da Fundação Rotária Portuguesa e distingue anualmente uma obra inédita de ficção.


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