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(C/VÍDEO) Castelo de Paiva: Vítor Pinto um dos bombeiros que assistiu parturiente a caminho do hospital fala em “alegria” e “emoção”

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Vítor Pinto, um dos bombeiros de Castelo de Paiva, que assistiu uma parturiente, em Castelo de Paiva, que entrou em trabalho de parto, a caminho do Hospital, não escondeu a emoção e a alegria por ter conseguido ajudar a mãe e a criança, uma menina, que não quis esperar pela chegada ao hospital e acabou por nascer em Labercos, concelho de Gondomar.  

 “Fomos acionados para uma parturiente de 26 anos que estaria com contrações. À nossa chegada verificamos isso estava a acontecer, a parturiente tinha contrações de dois em dois minutos e havia indícios de que o parto poderia acontecer pelo caminho. Fizemos a passagem de dados ao CODU e foi verificado o hospital de evacuação, o hospital da área seria Penafiel, mas como a parturiente estava a ser seguida em obstétrica no Santa Maria da Feira foi-nos dada a indicação para ir para esse hospital. Fizemos um transporte calmo para evitar acelerar o trabalho de parto que estava a acontecer. Já na zona de Gondomar, optamos por parar e reavaliar a situação e quando fui fazer nova avaliação percebi que a bebé iria nascer. Foi tudo muito rápido, Falamos com o CODU, registavam-se contrações consecutivas e o bebé começou a nascer”, disse, salientando que a equipa, deparou-se com pequeno percalço, o cordão umbilical ficou preso em volta do pescoço do bebé.

“Naqueles momentos iniciais foi difícil, entretanto, junto com uma contração aliviei o cordão e depois em menos de um minuto a Maria Leonor nasceu. A mãe e a bebé estão bem. A menina começou a ganhar a cor, começamos a aquecê-la, a fazer a aspiração, e colocamos a criança no colo do pai. Quando chegou a viatura médica do Hospital da Feira, o trabalho já estava realizado”, disse, salientado que esta parturiente é de Santa Maria de Sardoura, sendo o segundo filho do casal.

Vítor Pinto esclareceu que este foi o  seu primeiro parto numa ambulância, embora já tivesse vivido uma outra situação, mas em contexto hospitalar.

Fotografia: Bombeiros de Castelo de Paiva/DR

“Já me tinha acontecido chegar ao hospital e nascer um bebé, mas aí a criança estava em ambiente hospitalar. Aqui estávamos sozinhos e tivemos de colocar em prática o que nos são transmitidos nas nossas formações”, frisou, admitindo que não há palavras para descrever a emoção que se sente em ajudar alguém a nascer.

“No meio de tanta coisa menos boa com que nos deparamos, acidentes, doenças súbitas, quedas, idosos e crianças, assistir a um parto é algo que não tem explicação. Ficamos com um sorriso de orelha a orelha. Sou pai e quando a minha filha nasceu fiquei com um sorriso idêntico. Depois de tudo o que vivemos, um momento de maior tensão, com o cordão umbilical, é uma alegria imensa ajudar alguém a nascer”, manifestou.

Além de Vítor Pinto, também Marco Lopes ajudou a parturiente de Castelo de Paiva no trabalho de parto.


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