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(C/VÍDEO) Projeto da Adiscrep que promove a reutilização materiais e os transforma em jogos é já uma referência nacional

O projeto da Associação para o Desenvolvimento Penafiel (Adiscrep) – Universidade Sénior “O que é velho não é para descartar” que concorreu ao Projeto Gervásio, concurso promovido pela Sociedade Ponto Verde, e que tem como objetivos promover a reutilização de materiais, está a ganhar dimensão nacional, sendo já uma referência em várias escolas e outras entidades e instituições.

Júlia Anileiro, voluntária na Adiscrep – Universidade Sénior e professora, destacou que o projeto Gervásio surgiu no âmbito de uma candidatura à Sociedade Ponto Verde que lançou um desafio aos “cidadãos, entidades de proximidade e juntas de freguesia para a apresentarem os seus projetos desenvolvidos e implementados na área da reciclagem de embalagens, com potencial impacto na comunidade onde residem”.

“O projeto tem como finalidade colocar as pessoas a reciclarem mais e a reutilizar, ou seja, minimizar os desperdícios. No âmbito de um outro projeto “Nós e o Ambiente”, a Universidade Sénior de Penafiel realizou uma candidatura ao projeto Gervásio. Fizemos isto com os jogos realizados na disciplina desafios. Aqui, nesta disciplina, utilizamos jogos matemáticos, jogos estratégicos e não só e optamos por criar vários jogos com produtos que iriam ser ou reciclados ou iriam para o lixo e lançamos mãos à obra. Criamos jogos que qualquer cidadão pode jogar”, disse, salientando que no âmbito deste projeto a Universidade Sénior foi às escolas com o objetivo de incentivar os professores, alunos e familiares a criarem os próprios jogos.

“Para jogar e dispormos de ferramentas de competências matemáticas não necessitámos de ter dinheiro, necessitamos apenas de ter vontade de mudar. O nosso objetivo passa por dar alguns exemplos, mas só em conjunto é que conseguiremos vencer esta luta, contribuir para a tão desejada sustentabilidade ambiental e alterar comportamentos. A Ana Sousa responsável pelo projeto “Nós e o Ambiente” fez a candidatura, fomos contactados para que servíssemos de exemplo às outras instituições e entidades e nesse sentido estiveram na escola a filmar para que servíssemos precisamente de exemplo para outras entidades”, esclareceu.

A professora confirmou que a Universidade Sénior de Penafiel tem sido, aliás, contactada por várias instituições.

“Temos sido contactados por várias instituições. Ainda recentemente fomos contactados por Évora e outras instituições precisamente para transporem o trabalho que estamos a fazer aqui para as suas escolas e para as suas comunidades”, adiantou.

Júlia Anileiro manifestou que a adesão dos alunos da Universidade Sénior tem superado todas as expetativas.

“Estas atividades só são possíveis porque temos alunos excecionais. Há uma entrega total. Os nossos alunos estão prontos a irem às escolas, às feiras feitas para a comunidade. Existe um envolvimento de várias pessoas que são ativas e têm ainda muito a dar a atividade. É muito fácil trabalhar com estes alunos”, afirmou, sustentando que do lado das escolas o feedback tem sido igualmente positivo.

“Os alunos percebem que a matemática é fantástica e curiosa”, aludiu, sustentando que estas ações pretendem também enfatizar a questão da sustentabilidade ambiental, alertando para o facto de não existir um planeta “B”.

“Estamos numa fase da vida em que termos recursos suficientes, mas os nossos filhos e netos poderão não ter essa sorte. Os nossos alunos querem contribuir para mudar esta realidade e este paradigma, hábitos e atitudes. Pouco a pouco queremos dar o nosso contributo”, acrescentou, manifestando que gostaria que este projeto tocasse outras universidades seniores.

“Os nossos alunos têm um potencial imenso, podem fazer muito pela sociedade. Com estas atividades querermos promover a socialização e contribuir ativamente para a nossa sociedade. A cultura ocidental não valoriza e respeita o irmão mais velho, aquele que tem uma experiência acumulada e que nos pode trazer muito”, avançou, mostrando-se convicta que estamos a dar passos no sentido de valorizar este saber acumulado, tratando-se, contudo, de um processo gradual.

Sofia Leal, vice-presidente da Adiscrep, realçou que o projeto está a ter um impacto positivo junto das escolas e dos agrupamentos.

“Estamos a ser contactados por pessoas não apenas do concelho de Penafiel, mas dos concelhos vizinhos, inclusive do Alentejo. O projeto já adquiriu uma dimensão nacional, sendo que temos sido contactados por docentes de outras instituições e entidades. Concorrermos com materiais reutilizáveis transformados em vários jogos, estando este projeto enquadrado num outro desenvolvido no âmbito da Universidade Sénior de Penafiel, designado “Nós e o Ambiente”, que nasceu no ano passado. Foi um desafio aceite pelos alunos, que todos as disciplinas e professores da universidade agarraram à sua maneira. Estamos a trabalhá-lo de forma empenhada. O projeto “O que é velho não é para descartar” faz uma analogia com a população e o público-alvo destaca casa”, disse, defendendo que o know how acumulado ao longo dos anos é sistematicamente valorizado e potenciado.

Falando, ainda, deste prémio, Sofia Leal reconheceu que este implica uma mudança de hábitos e atitudes, confirmando que o combate ao desperdício, a reutilização e a reciclagem são desafios que todos teremos de assimilar.

“Combater o desperdício passa pela reutilização de materiais, roupas, brinquedos, que podem ganhar uma nova vida. No mesmo sentido, realizamos recentemente uma palestra com o grupo que está a trabalhar no Cavalum”, precisou.

Sofia Leal afirmou que na Universidade Sénior tem como metas e propósitos valorizar o conhecimento e a vida ativa da população sénior.

“Queremos que as pessoas reconheçam as suas competências sociais, culturais e artísticas. Aqui pretendemos que os nossos alunos estejam ativos, fazendo várias atividades, yoga, cultura, entre outras, dispomos de 16 professores e uma oferta alargada de atividades. Estas atividades funcionam porque há pessoas interessadas. Sem este corpo docente abnegado, que trabalha de forma empenhada, nada disto seria possível. Os nossos professores são de uma generosidade e abnegação total ao projeto e às atividades”, concretizou.

Sofia Leal declarou, ainda, que ao longo dos anos, a Universidade Sénior tem privilegiado a articulação e o diálogo com as escolas e os vários estabelecimentos de ensino.

“Há ganhos para os nossos alunos como para as crianças dos estabelecimentos de ensino. Desde o início fomos contar histórias a jardins-de-infância, realizamos jogos tradicionais, promovemos a intergeracionalidade, o respeito dos valores e dos seniores que conseguem aprender e ensinar. Interagimos também nas escolas secundárias. Temos feito todo este trabalho com resultados excelentes”, disse, expressando que neste concurso a relação com as escolas foi igualmente privilegiada.

“Recentemente fizemos a feira dos jogos que contou com pessoas de todas as idades, numa interação constante. Temos uma relação de proximidade com a comunidade. Estamos presentes da Noite Branca e promovemos as nossas atividades junto da comunidade local, fomentamos saraus, participamos na decoração natalícia das ruas da cidade. Estamos sempre disponíveis para articular esforços com a comunidade e os vários agentes e atores”, avançou, confirmando que para este ano letivo, a Universidade Sénior de Penafiel quer dar continuidade ao projeto “Nós e o Ambiente” e dinamizar atividades que valorizem o ambiente e contribuam para a sustentabilidade ambiental.  

Sofia Leal deixou, ainda, um repto aos alunos e cidadãos que pretendam integrar a Universidade Sénior de Penafiel.

“A Universidade Sénior de Penafiel é uma instituição aberta à comunidade, não se trata de um projeto de elites. É um projeto aberto a qualquer pessoa que tenha terminado a sua vida ativa e queira continuar ativo, aceitar desafios e a fazer coisas. O facto de sermos identificados com o nome universidade pode parecer confrangedor, mas aqui não existem habitações, as únicas exigências são que as pessoas sejam boas pessoas, não tragam para aqui problemas religiosos, políticos e outros. Não existem distinções, nem as habilitações literárias são exigidas. Não se distingue o percurso académico. É isso que nos faz sentir agradecidos e entusiasmados e querer trabalhar para que este projeto continue a crescer”, afiançou.

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