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(C/VÍDEO) Jovem de Paredes vence Bolsa de Jovens Investigadores em Dor 2022

Diana Rodrigues, de Louredo, Paredes, investigadora do Instituto de Investigação em​ Ciências da Vida e Saúde (ICVS), incorporada na Escola de Medicina, da Universidade do Minho, venceu a Bolsa de Jovens Investigadores em Dor 2022, atribuída pela Fundação Grünenthal.

A jovem paredense assumiu ser motivo de orgulho ter sido contemplada com esta bolsa, sobretudo, numa área e numa temática, onde existe claramente um défice.

“Foi de facto motivo de orgulho ter sido contemplada com esta bolsa, não estava à espera porque estou ainda no primeiro ano de doutoramento e foi com imensa honra que recebi esta bolsa da Fundação Grünenthal”, disse, salientando que esta fundação costuma financiar anualmente uma série de projetos e investigadores que trabalham na área da dor.

“Optei por concorrer a este projeto que habitualmente financia projetos de investigação realizados por jovens com menos de 40 anos. Aproveitei esta possibilidade e candidatei-me com o meu projeto de doutoramento e tive a honra de ser a premiada” avançou, reconhecendo que a área da dor ainda é uma temática subvalorizada no domínio da investigação.

“Estamos a falar de uma área que necessita de muito estudo porque são muitas as pessoas que padecem de dor crónica, uma dor não controlada e que precisam desta investigação para melhorar a sua qualidade de vida”, adiantou, informando que a dor afeta uma grande parte da população.

“Estamos a falar de uma área que acaba, como disse, por ser subvalorizada na área das neurociências. Somos poucos os que trabalhamos na área da dor na investigação”, acrescentou, manifestando que com esta bolsa espera contribuir para minimizar a dor crónica, em especial no domínio da osteoartrose.

“Esta é uma patologia que afeta maioria das pessoas partir dos 55 anos, É uma dor que afeta a qualidade de vida das pessoas e torna-se descontrolada. Afeta as pessoas física e psicologicamente. Queremos controlar essa dor, o que teria um impacto significativo”, expressou, reconhecendo que uma pessoa com dor não tem a mesma capacidade de executar determinadas atividades e tarefas.

“Afeta maioritariamente mulheres, mas abrange os dois géneros”, frisou.

Anda de acordo com do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS), a “bolsa de investigação de 10 mil euros apoiará a realização do projeto “The Rostral Ventromedial Medulla As A Key Target Of The Maladaptive Response To Chronic Inflammatory Pain” que tem como principal foco o papel da modulação descendente na cronificação da dor em doentes com osteoartrose”.

O Instituto de Investigação em​ Ciências da Vida e Saúde (ICVS) refere, no seu site oficial que ”a investigação tem como metas “explorar as alterações celulares (neuronais e gliais), moleculares e eletrofisiológicas no tronco cerebral produzidas pela osteoartrose e obter respostas acerca de como a osteoartrose tem impacto na estrutura e função do RVM (medula rostral ventromedial)”.

Com esta investigação pretende-se “um tratamento farmacológico com recurso a antidepressivos pode melhorar ou modular estas alterações”.

Com recurso a “técnicas comportamentais, histológicas e eletrofisiológicas, a investigadora pretende avaliar alterações na estrutura do RVM, no número e morfologia dos seus neurónios e células da glia, nos níveis de neurotransmissores e na resposta dos neurónios a diversos estímulos”.

Questionada sobre as dificuldades em fazer investigação no país, Diana Rodrigues assumiu que são inúmeros os entraves e os obstáculos que os investigadores, a investigação e a ciência têm de enfrentar, desde logo, a começar pelo subfinanciamento.

“Existem vários problemas desde os financeiros, a partilha de informação, os desafios e as experiências que não resultam. Existe um subfinanciamento e uma dificuldade de executar esse financiamento”, afirmou, sublinhando existirem infraestruturas e capacidade de investir mais nessas infraestruturas.

A jovem investigadora assumiu que o investimento na ciência não tem aumentado nos últimos anos, estando até aquém do investimento realizado noutras áreas.

“Somos cada vez mais investigadores a fazer ciência, a investir na investigação, e somos muitos a querer trabalhar e a querer financiamento”, atalhou, confirmando que, também, nesta área, há imensa burocracia.

“Temos pessoas que nos ajudam a lidar com esta burocracia”, sustentou, anuindo que o seu futuro passa por continuar a fazer investigação.

“Enquanto me for permitido e me for possível quero continuar a fazer investigação. Mesmo depois de terminar o doutoramento é nesta área que quero continuar a investir”, asseverou, reconhecendo que há cada vez mais jovens a trabalhar na investigação, sendo que as oportunidades é que escasseiam.

Falando da forma como a comunidade local recebeu esta notícia, a jovem paredense declarou que tem recebido manifestações de apoio e felicitações por tal feito.

“É bom que as pessoas conheçam o que fazemos. Tenho tido o apoio e o conforto de muitas pessoas que já me deram os parabéns”, anuiu, fazendo votos para que este prémio possa servir de motivação a outros jovens que queiram investir e enveredar por esta área, ajudando outras pessoas a ter uma maior qualidade de vida.

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