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Movimento «Sempre os mesmos a pagar - Porto» convoca greve contra o aumento do custo de vida
Fotografia: Movimento “Sempre os mesmos a pagar” / foto ilustrativa

Movimento «Sempre os mesmos a pagar – Porto» convoca greve contra o aumento do custo de vida

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O Movimento «Sempre os mesmos a pagar – Porto» convocou, para este sábado, uma ação de protesto contra o aumento do custo de vida.

Alexandra Paz, do Movimento «Sempre os mesmos a pagar – Porto», defende “a fixação dos preços dos alimentos, combustíveis e rendas, que a energia seja tributada a 6% de IVA e não a 23% e 13% como acontece atualmente, assim como o aumento geral dos salários, das reformas e das pensões”.

Alexandra Paz avançou, ainda, que o movimento é a favor de que “os lucros das grandes empresas financiem um fundo de combate à crise” e que o comércio disponha de condições para manter os negócios abertos.

O movimento refere que primeiro “foi a crise, depois a COVID-19 e agora é a guerra”, existindo “sempre razões e desculpas, mas, no fim, a conta sobra sempre para os mesmos”.

“Está tudo mais caro e não há salário ou reforma que aguente. Sobe a inflação, o pão, o gás, os combustíveis, os vegetais, a carne, o peixe, a massa, o óleo, a fruta, a renda de casa, a luz, sobem aos milhões os lucros das grandes empresas (seis maiores bancos – 617,4 M€; Galp – 420 M€; Jerónimo Martins – 261 M€; Sonae – 118 M€; EDP Renováveis – 265 M€). Sobe tudo menos os salários e as reformas”, lê-se na nota informativa que nos foi endereçada que reforça que os portugueses não querem “e não vão, mais uma vez, pagar uma crise da qual não somos responsáveis”.

” Não podemos ser sempre os mesmos a pagar”, adianta o movimento que reclama que os portugueses têm o “direito a viver com dignidade”.  

Fotografia: Movimento “Sempre os mesmos a pagar” / foto ilustrativa

 “O governo parece que anda a brincar com toda esta situação. Esmolas, migalhas e propaganda é esta a sua opção. O que vimos nos últimos dias com as suas propostas é um apelo descarado para que os preços continuem a subir e a distribuição de migalhas que não cobrem sequer o que já nos foi comido nos salários. Pouco servem apoios às famílias se os preços não forem fixados; em três tempos se vão os apoios. Não queremos esmolas, queremos o que temos direito e viver com dignidade”, avança o movimento que reitera a importância de “fixar os preços dos alimentos, combustíveis e rendas”.

Alexandra Paz manifestou que este protesto está agendado para o Porto, sendo que a ação terá início às 11 horas, na praceta da Palestina (cruzamento da rua Fernandes Tomás com a rua do Bolhão), estando previstas ações, também, em Coimbra, Lisboa e Setúbal.

“A minha expetativa é que haja uma forte adesão e que possamos juntarmo-nos àqueles que se queixem todos os dias sentem estas dificuldades”, avançou, sustentando que os apoios anunciados recentemente para apoiar as famílias são manifestamente insuficientes.

“Aquilo que ouvimos, é que há aqui uma inevitabilidade, que a fatura da crise vai ser novamente paga pelos que não têm mais lucros quando vemos, ao mesmo tempo, os lucros a aumentarem e em alguns dos casos de forma flagrante. Parece-nos uma situação paradoxal numa altura em que o pequeno comércio e alguns estabelecimentos estão a fechar. Há quem lucre, enquanto, há uma grande maioria que está a ser prejudicada”, avançou.

“É obrigatório que a energia seja tributada a 6% de IVA e não a 23% e 13% como é hoje. É cada vez mais evidente a urgência do aumento geral dos salários, das reformas e das pensões. É necessário que os lucros das grandes empresas financiem um fundo de combate à crise. É preciso garantir a defesa dos pequenos comerciantes e que se mantenham os negócios abertos. Se nada fizermos, a “crise” deles voltará a cair, e com toda a força, sobre os mesmos de sempre”, declara o movimento que deixa um apelo a que todos os que “são alvo da injustiça e vítimas de mais esta operação se juntem, reclamem, exijam e se manifestem no dia 24 de setembro”.


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