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Associação Empresarial de Paços de Ferreira defende que medidas para apoiar empresas deixam de fora pequenas empresas
Fotografia: Associação Empresarial de Paços de Ferreira

Associação Empresarial de Paços de Ferreira defende que medidas para apoiar empresas deixam de fora pequenas empresas

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A Associação Empresarial de Paços de Ferreira associou-se a outras entidades e instituições na região na análise do pacote de medidas de apoio, apresentando recentemente pelo Governo, em sede de Conselho de Ministros, manifestando que medidas previstas são limitativas e não têm em conta a realidade das pequenas e médias empresas.

Filipa Belo, diretora-geral executiva da Associação Empresarial de Paços de Ferreira, referiu mesmo que o conjunto de medidas acabam por ser “enganadoras”.

“Estas medidas acabam por ser bastante enganadoras porque não são, de facto, medidas de ajuda, são, sim, medidas que se transformam em empréstimos para as empresas e os empréstimos sabemos que se transformam em valores acrescidos que aquelas terão de cumprir e liquidar. Estas medidas foram bem recebidas, mas não são suficientes e não são ajustadas ao tecido empresarial da nossa região que é um tecido empresarial feito por micro e médias empresas”, explicou, salientando que uma grande parte destas medidas têm como público-alvo as grandes empresas, o apoio ao nível do gás, e ao nível dos consumos de energia.

“As pequenas unidades que estão a sofrer com estes aumentos energéticos acabam por não ter qualquer tipo de apoio, por parte do Governo em relação aos custos que mensalmente têm de acarretar”, expressou.

Filipa Bela assumiu mesmo, que a linha de crédito destinada às empresas direta ou indiretamente afetadas pelo aumento acentuado dos custos energéticos e das matérias-primas e pelas perturbações nas cadeias de abastecimento são linhas de crédito que as empresas terão de liquidar.

“Não estamos a falar de dinheiro ou apoios a fundo a nível de impostos que seriam bem-vindos, da energia e do gás, como aconteceu em Espanha, que reduziu a taxa de Iva e que se traduzem em ajudas monetárias. No nosso caso, quase que é um fantasma invisível porque mais tarde as empresas vão ter de pagar esses empréstimos”, concretizou.

A diretora-geral executiva da Associação Empresarial de Paços de Ferreira adiantou que as empresas do setor do mobiliário irão ficar à margem destes apoios.

“Até porque verificamos que o está a ter um impacto significativo nestas empresas são os custos com a energia. Temos empresas em que o custo com a energia triplicou devido ao mecanismo ibérico. Assistimos, também, a uma outra situação de empresas cujos contratos prevalecem, estão a usufruir de uma vantagem competitiva relativamente àquelas cujos contratos já terminaram e que já estão a suportar custos três vezes superiores àqueles que tinham antes e não existe um vislumbre de medidas que possam apoiar a este nível. Por isso, sim, as nossas empresas já estão a sofrer muito com estes custos, numa situação em que já estão sem apoios”, frisou, reconhecendo que apesar da resiliência que caracteriza o tecido empresarial do concelho, adivinham-se tempos difíceis.

Fotografia: Associação Empresarial de Paços de Ferreira

“O tecido empresarial de Paços de Ferreira é resiliente e sempre foi um tecido empresarial que mostrou ser capaz de superar situações de maiores dificuldades, mas prevê-se que as coisas voltam a ficar novamente apertadas a todos os níveis”, atalhou, confirmando que esta alteração na mudança do consumo irá ter impactos nas empresas do concelho.

“Prevemos um ano de 2023 mais difícil e daí defendermos que as medidas do Governo têm de ser implementadas para já. Não podem ser para o próximo ano. Têm de ser imediatas”, concretizou.

Refira-se que o Conselho de Ministros aprovou no dia de 15 de setembro de 2022 um decreto-lei e uma resolução que estabelecem medidas de apoio às empresas e à economia social em face do aumento dos preços da energia e para mitigação dos efeitos da inflação, decorrentes do atual contexto geopolítico.

Além do reforço do apoio às indústrias intensivas no consumo de gás, o Governo criou “uma linha de crédito destinada às empresas direta ou indiretamente afetadas pelo aumento acentuado dos custos energéticos e das matérias-primas e pelas perturbações nas cadeias de abastecimento”.

O decreto prevê “um apoio a medidas de eficiência e de aceleração da transição energética no domínio industrial e no domínio agrícola” e estabelece “apoios ao emprego ativo e à formação qualificada de trabalhadores”, assim como preconiza um “apoio à promoção externa e internacionalização das empresas”.

O Governo criou, também, “um apoio financeiro extraordinário, sob a forma de subvenção, com vista à mitigação dos efeitos de escalada de preços dos combustíveis e da eletricidade no setor do transporte ferroviário de mercadorias”.

O decreto prevê “uma nova linha de financiamento ao setor social e uma de comparticipação financeira para as instituições particulares de solidariedade social ou entidades equiparadas sem fins lucrativos que desenvolvam respostas sociais de caráter residencial” e suspende “temporariamente, até ao final do ano, o ISP e a taxa de carbono sobre o gás natural utilizado na produção de eletricidade e cogeração”.

Majora-se em IRC “os gastos com eletricidade e gás natural e ainda os gastos com fertilizantes, rações e outra alimentação para a atividade de produção agrícola” e “prorroga-se o mecanismo de gasóleo profissional extraordinário (GPE) e a redução temporária do ISP aplicável ao Gasóleo Agrícola, até ao final do ano”.

O Governo procedeu, também, “efetua-se a prorrogação até 30 de junho de 2023 do regime excecional de revisão de preços nos contratos públicos”.

As medidas determinadas são cumulativas com as medidas atualmente em vigor, nomeadamente de carácter fiscal, de apoio à inovação e à mitigação do aumento dos preços dos combustíveis.


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