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OPINIÃO MARINA NOVO

Artigo de Opinião | 1 minuto da sua atenção em prol da Saúde Mental!

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Nos últimos tempos muito se tem abordado, e debatido, a Saúde Mental, à conta da Covid-19, da Pandemia e das suas gravíssimas repercussões. Foram lançadas imensas campanhas de sensibilização, divulgadas diversas notícias sobre os números alarmantes em Portugal e sobre os diferentes tipos de problemas, alguns dos mais conhecidos e prevalentes, o stresse, a ansiedade e a depressão.

Em dias comemorativos, as redes sociais encheram-se de post’s em que se leu ‘Sem Saúde Mental não há Saúde’, apelando-se a uma reflexão sobre a insanidade, a vulnerabilidade e o desequilíbrio e, ao mesmo tempo, sobre a escassez de apoios e a inquietante desigualdade.

Estaremos, assim, a caminhar para um Portugal com estratégia na Saúde Mental? Que aposta mais na prevenção do que na remediação? E que fomenta uma cultura de empatia e compreensão, destacando o domínio psicológico como uma efetiva prioridade?

Apesar dos portugueses estarem cada vez mais despertos para a necessidade de cuidarem da sua saúde psicológica e de terem sido já desenvolvidos certos esforços na aplicação de políticas públicas para reduzir as fortes lacunas existentes, na realidade sabemos que…

– 1 em cada 5 portugueses sofrem de uma perturbação mental e que, segundo consta no Relatório do Estudo Epidemiológico Nacional de Saúde Mental, 22,9% dos portugueses padeceram de alguma doença do foro psiquiátrico nos anteriores 12 meses;

– a bipolaridade, a perturbação obsessiva-compulsiva e as patologias associadas ao consumo de álcool estão entre as dez primeiras causas de incapacidade e de dependência psicossocial;

– o consumo de antidepressivos e ansiolíticos é excessivo e que as baixas médicas por desordens mentais são elevadas;

– a taxa de suicídio entre os mais novos atingiu o nível mais alto dos últimos dez anos em Portugal, sendo a segunda principal causa de morte nos jovens;

– experienciar um problema é perturbador e até, assustador, principalmente porque são muitos os preconceitos e ainda é grande o receio do rótulo de ‘doido’ ou ‘maluco’;

– as dificuldades na acessibilidade aos serviços especializados são também um grande impedimento à mudança de paradigma;

– há um longo caminho a percorrer!

Estimado/a leitor/a,

Um problema de saúde psicológica não é diferente de um problema de saúde física. Não sugere fraqueza de carácter, pode atingir qualquer pessoa em qualquer idade e é tratável. Tristeza profunda, perda de interesse pelas atividades habituais; sentir-se um peso para os que o rodeiam; ter a sensação de vazio ou de estar desligado de si próprio; alterações graves no sono ou apetite e vontade de pôr termo à vida, são alguns dos sinais que deve valorizar e que constituem razões para procurar ajuda.

Se sentir que carece dessa ajuda, não espere para mais tarde, não deixe a situação evoluir, conheça-se e encontre o seu equilíbrio.

Dra. Marina Ferreira Silva

Consultórios de Psicologia


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