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(C/ VÍDEO) Associação Nacional dos Cuidados Continuados critica “falsa propaganda à Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”

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A Associação Nacional dos Cuidados Continuados, (ANCC) crítica a newsletter divulgada na opinião pública pelo Governo sobre a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

A newsletter integra um nota da Ministra da Saúde, Marta Temido, e de Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, assim como um vasto conjunto de informação da rede por várias áreas e regiões do país.

“É com tristeza, embora não nos espante pois já estamos habituados, que recebemos este tipo de e-mails e vemos divulgada, na opinião pública, propaganda do Governo a propósito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI)”, refere a nota informativa enviada aos órgãos de comunicação social pela ANCC que afirma que o Governo “tudo tem feito para acabar com a RNCCI”.

A ANCC esclarece que “desde 2015 que os custos sobem brutalmente com aumentos do Salário Mínimo Nacional e Rácios de Recursos Humanos”, salientando que os “preços (valor/utente/dia em Cuidados Continuados) em vigor são praticamente os mesmos de 2011 com apenas uma actualização em 11 anos que ocorreu em 2019”.

Ainda de acordo com a ANCC, “os custos com gás e luz subiram entre 200 a 400% este ano, o Salário Mínimo Nacional voltou a subir e a inflação vai nos 8%”, salientado que “os valores que as Unidades de Cuidados Continuados Integrados recebem do Governo são exatamente os mesmos”.

Fotografia: Associação Nacional dos Cuidados Continuados

A ANCC declara que a “par do sector social, é o único sector da sociedade portuguesa em que não mexeu em preços pois depende 100% do Governo”, recordando que “desde que se iniciou a pandemia, todo o sector da saúde recebeu reforço orçamental. Os Cuidados Continuados não receberam 1 único cêntimo. Uma clara discriminação”.

A mesma associação recorda que “em Janeiro faliram duas Unidades de Cuidados Continuados Integrados e já antes outras haviam encerrado. Infelizmente, ainda este ano, mais se seguirão pois não aguentam este subfinanciamento que cresce exponencialmente”.

“Os nossos Governantes falam na expansão da RNCCI quando ela está a encolher e as verbas do PRR são trocos, que ninguém vai querer para investir milhões do seu bolso para algo que se sabe, logo à partida, que dá prejuízo. Já não há sequer vergonha na forma como se faz propaganda”, acrescenta José Bourdain, presidente da direção da ANCC.


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