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(C/VÍDEO) Escola Básica de Penafiel Sudeste integra projeto Teach for Portugal

A Associação Empresarial de Penafiel marcou presença, esta manhã, na iniciativa desenvolvida pelo projeto Teach for Portugal que teve lugar na Escola Básica de Penafiel Sudeste.

O projeto Teach For Portugal, é um modelo que pretende garantir que todas as crianças se sintam motivadas, em contexto escolar e que tenham a mesma oportunidade de atingir o seu potencial, não sendo limitadas pelo contexto de onde provêm.
Este modelo disruptivo vem dar novos ares à educação e investe numa mudança sistémica de longo prazo através de uma educação inclusiva.

Diminuir a desigualdade educativa em contextos educacionais mais desfavorecidos é um dos objetivos do projeto projeto Teach for Portugal, do qual a Escola Básica de Penafiel Sudeste faz parte e que mereceu, esta manhã a visita de vários dos parceiros (Câmara e Associação Empresarial de Penafiel) que integram este modelo educacional inovador.

O projeto tem como objetivos promover a inclusão educacional, partindo de um modelo de intervenção diferenciado que tem como objetivos ajudar os educandos a potenciarem as suas capacidades e atingirem o seu máximo potencial.

O modelo prevê a presença de um professor e de um mentor em sala de aula, que em parceria e articulação contribuem para potenciar as capacidades dos discentes, diminuir a desigualdade educativa, garantindo que nenhuma criança fique para trás durante o trajeto escolar.

Gabriela Silva, 25 anos, mentora Teach For Portugal realçou a importância deste projeto para o sucesso dos alunos em domínios como “a meta cognição e resultados académicos; consciência do eu; gestão emocional e liderança”.

“Sou psicóloga em comportamento desviante e justiça e é na escola que tudo começa. Foi na reta final que encontrei este programa, conheci melhor o projeto e optei por integrar esta vasta equipa. O programa oferece muito apoio, formação e permite-nos conhecer melhor a dinâmica do sistema educativo e de outros sistemas”, disse, salientando que o programa tem como metas formar os mentores para conhecerem o ensino em Portugal, ajudar a transformar a educação desde a sala de aula até, quem sabe, no futuro, a nível nacional.

Gabriela Silva referiu que acompanha quatro professores em sala de aula, estando, neste momento, na sala de história e geografia de Portugal, do 5.º e 6.º ano, matemática e ciências , também, do 5.º e 6.º ano e cidadania e inglês, sendo que tudo é planificado com o professor titular da respetiva disciplina.

“Colaboramos no apoio para a gestão do comportamento, na gestão do estudo, a matéria que o professor está a trabalhar. Um dos projetos que desenvolvemos em cidadania foi aproveitar outros mentores da Teach For Portugal de forma a transmitirem práticas de outros estabelecimentos e verterem os seus conhecimentos e ensinamentos sobre essas mesmas realidades. Trabalho também com as diretoras de turma. Trabalhamos em equipa e em quatro dimensões: meta cognição e resultados académicos; consciência do eu; gestão emocional; e liderança”.

Gabriela Silva realçou que o projeto permite medir o impacto deste modelo inclusão educativa neste tipo de contextos mais desfavorecidos, considerando que o projeto tem-se assumido como uma aposta ganha pelos diferentes atores e agentes educativos e até da comunidade.

“Verificamos que existe uma diminuição das negativas. No terreno verificamos que existem pequenas mudanças, há alunos que não faziam trabalhos de casa e começam a fazê-los, começam a participar e até começam a terem objetivos. Sentimos esta diferença e este impacto é um reconhecimento do nosso trabalho que é partilhado com o professor. Trabalharmos em conjunto estas questões, o que é gratificante. Nalguns casos, os progressos são significativos”, frisou, salientando que uma das dificuldades dos professores passava pela dificuldades em fazer passar a mensagem aos alunos.

“Criei uma oficina que consiste em transmitir várias competências. O foco da oficina no primeiro período passou por motivar os alunos, no segundo período ajudamos os alunos a estudarem para os testes e no terceiro período optei por focar-me no autoconhecimento”, confirmou, sublinhando que uma das razões que a fez integrar o projeto foi a possibilidade de participar num projeto desafiante, o apoio que teve e a possibilidade de dar o seu contributo num domínio, o da educação, que é vital para o país e para o desenvolvimento individual de cada um.

“Tive a oportunidade de conhecer outros sistemas educativos, crescer e conhecer outros contextos”, avançou.

Elisabete Santos, docente do Agrupamento de Escolas de Penafiel Sudeste, relevou a cooperação que o projeto potencia.

“Há alunos que não expunham as suas dúvidas, não se queriam expor e aproveitaram a mentora para o fazer num grupo mais restrito. As aulas têm um tempo limitado, o que não permite que os alunos tenham a possibilidade de verem as suas dúvidas esclarecidas. A Gabriela inteira-se das dúvidas, o que é difícil para um professor fazê-lo de per si”, manifestou, confirmando que existe um trabalho de equipa que permite identificar lacunas e fomentar a inclusão educativa.

Elisabete Santos reconheceu  que com a abertura da oficina os alunos começaram a fazer os trabalhos de casa, a desenvolver atividades de grupo, a esclarecem dúvidas e até a abordarem as situações de casa.

António Sorte, diretor Agrupamento de Escolas de Penafiel Sudeste, relevou, também, a importância deste projeto para o acesso a uma educação que lhes permita tirar o máximo de proveito.

“Este projeto acrescentou mais-valias aos alunos, surgiu numa altura em que o país estava a atravessar uma pandemia, em que os alunos e as famílias tinham ficado confinados e em que os alunos mais frágeis do ponto de vista socioeconómico foram os mais prejudicados. Este projeto trouxe-nos a possibilidade de trabalhar competências sociais e emocionais. O projeto teve uma vertente também pedagógica”, adiantou, afirmando que este tipo de modelo permite obter ganhos acrescidos, partilhar problemas familiares, sociais, resolver pequenos atritos, problemas que ocorrem no intervalo das salas de aula, entre outros”, atalhou.

Sobre a possibilidade de manter o projeto na escola, o responsável da Escola Básica Penafiel Sudeste manifestou que gostaria que o projeto tivesse continuidade, sendo uma mais-valia para toda a comunidade escolar.

“Essa vontade não depende apenas da escola, mas do financiamento dos parceiros que integram este projeto. Enquanto escola autonomamente não temos capacidade financeira para suportar este projeto. Se dependesse da minha vontade, seria um projeto para continuar”, reforçou.

O vereador da educação da Câmara de Penafiel, Rodrigo Lopes, recordou que o projeto surgiu no âmbito do PIICIE – Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar e da vontade manifestada pelo Agrupamento de Escolas de Penafiel Sudeste que se mostrou interessado.

O autarca garantiu que este é um projeto diferenciador, que promove e potencia numa abordagem centrada no aluno.

“É um projeto que se adequa a este território, com financiamento comunitário e municipal. É um projeto que está desenhado para haver financiamento. Em muitos concelhos é dinamizado pela comunidade empresarial e é com agrado que vejo que a Associação Empresarial de Penafiel estar associada a esta iniciativa porque as empresas podem, também, apoiar, pois os custos são majorados do ponto de vista fiscal”, concretizou, esclarecendo que estes projetos são direcionados para determinados territórios específicos.

“O novo programa comunitário está aí à porta e o município está interessado em dar continuidade a estes projetos que são positivos”, disse.

João Pedro Begonha, secretário-geral da Associação Empresarial de Penafiel, reconheceu que este projeto é uma mais-valia para a comunidade escolar.

“É projeto que tem tido sucesso noutros concelhos e a associação através da Teach for Portugal quer divulgá-lo junto dos associados que através da componente social podem investir num projeto que já evidenciou ter bons resultados. Queremos que os associados se associem e contribuam para o seu financiamento. Se todos pagarem uma parte conseguiremos pagar o projeto em Penafiel. Há zonas com problemas sociais e a AEP na sua vertente social tem todo o interesse em promover este tipo de iniciativas”, precisou.

O CEO da instituição em Portugal, Pedro Almeida, declarou que o projeto está em 11 escolas na região do Tâmega e Sousa, sendo que cada uma das escolas tem um mentor.

“Sabemos que as crianças oriundas de contextos mais desfavorecidos têm menos oportunidades ao nível educacional. A  Teach For Portugal uma organização portuguesa sem fins lucrativos que pertence à rede internacional Teach For All está presente em 60 países. Parte da premissa que todas as crianças merecem uma educação que lhes permita atingir o máximo potencial. Integra profissionais com forte compromisso de liderança e associativismo cívico. Colaboram como mentores dentro da sala de aulas e fora da sala fazendo projetos na comunidade. É importante existir esta articulação. Durante estes dois anos têm uma formação de forma a fazerem parte deste crescimento, contribuindo para que as pessoas tenham uma vida melhor. Nas escolas o objetivo é que este trabalho possa ter continuidade”, avançou, confirmando que os resultados académicos são fruto deste trabalho.

Pedro Almeida declarou que o Teach For Portugal está já à procura de parceiros, no Tâmega e Sousa, para que o projeto possa ter continuidade.

“Necessitamos de cobrir o vencimento dos mentores. O projeto tenta combinar o apoio dos municípios, os fundos europeus e das empresas de forma a garantir a sua sustentabilidade financeira”, precisou.

 Refira-se que o  “projeto Teach For Portugal, ONG disruptiva na educação, pretende garantir que todas as crianças se sintam motivados a se tornarem quem quiserem ser”, tendo como objetivo criar oportunidades para que todas as crianças atinjam o seu potencial, não limitado pelo contexto de onde provêm”.

O projeto utiliza o modelo de impacto da organização global Teach For All, presente em 60 países e 30 anos de experiência “investe numa mudança sistémica de longo prazo através de uma educação inclusiva”.

A organização relembra que os “resultados têm impacto comprovados tanto ao nível académico como sócio emocional e já está presente em 24 municípios de Norte a Sul do país, em 33 escolas que servem as comunidades mais desfavorecidas do país”.

A Associação Empresarial de Penafiel é parceira local da Teach for Portugal e esteve presente no evento de lançamento deste projeto, que ocorreu em 2019 em Lisboa, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

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