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(C/VÍDEO) Visita pascal regressa, mas sem o beijo à cruz

Visita pascal regressa, mas sem o beijo à cruz

Este ano a visita pascal vai regressar, mas sem o tradicional beijo na cruz.

A informação é avançada pela Conferência Episcopal Portuguesa, em nota informativa que se encontra publicada no site da instituição, que destaca que no “rito das cinzas na Quarta-feira de Cinzas e no lava-pés na Quinta-feira Santa, deve ter “especial cuidado como o uso da máscara e a higienização”.

A Conferência Episcopal esclarece que no “rito de adoração da cruz na Sexta-feira Santa, deve omitir-se o beijo na cruz, substituindo-o pela genuflexão ou inclinação; pode-se retomar a visita pascal, omitindo-se o beijo à cruz”.

Na nota da Conferência Episcopal Portuguesa, que tem como designação orientações para o Culto e atividades pastorais, a instituição apela ao comportamento responsável de todos em relação à proteção da saúde pública, apesar de se observar, afirma, “um forte abrandamento das restrições na sociedade face à evolução favorável do estado atual de pandemia”.

A Conferência Episcopal propõe, também, várias orientações para as assembleias litúrgicas e atividades pastorais da Igreja, aconselhando “que, nas igrejas e espaços de encontros pastorais, haja um distanciamento responsável entre as pessoas, à exceção daqueles que são do mesmo agregado familiar”.

A Conferência defende que se deve continuar com “o uso de máscaras para todos, à exceção do presidente e agentes pastorais que usarão da palavra nas leituras e afins, desde que seja garantida a devida distância dos fiéis”, informando que a “recolha da coleta pode realizar-se no momento do ofertório, observando-se as devidas normas de segurança e de saúde”.

A instituição reforça que “pode-se realizar a saudação da paz (que é facultativa), através de um sinal sem contacto físico (por exemplo, uma vénia ou inclinação); a Comunhão sacramental deve continuar a ser ministrada apenas na mão dos fiéis, mantendo-se a higienização das mãos antes da Comunhão”.

Ainda de acordo com a Conferência no “momento da comunhão sacramental, em que os comungantes têm de retirar a máscara, o ministro deve utilizá-la”, acrescentando que “na celebração dos demais Sacramentos, Sacramentais e Exéquias cristãs, seguem-se as prescrições dos livros litúrgicos”.

A Conferência Episcopal recomenda, também, que “no Sacramento da Penitência, haja suficiente distância entre o confessor e o penitente, devendo ambos usar máscara, mas sem comprometer quer o diálogo sacramental quer o seu sigilo”, sustentando que “na visita e na comunhão aos doentes, bem como nas unções sacramentais, proceda-se com os cuidados adequados de higiene e segurança”.

“Antes e depois dos ritos que comportem algum contacto físico com pessoas ou objetos, os ministros devem proceder à higienização das mãos; as pias de água benta junto às entradas da igreja continuarão vazias”, lê-se na nota da Conferência sublinhando que “as atividades pastorais nos espaços eclesiais (paróquias, centros pastorais, casas de retiro, etc.) como catequese e outras ações formativas, reuniões, ajuntamentos, iniciativas culturais e de restauração, entre outras, bem como peregrinações, procissões, festas, romarias, concentrações religiosas, acampamentos e outras atividades similares, seguem as regras previstas pelas autoridades competentes para situações educativas, sociais e culturais semelhantes”.

A Conferência Episcopal Portuguesa avança, ainda, que “estas novas orientações substituem as que foram emitidas entre 8 de maio de 2020 e 11 de janeiro de 2022”.

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