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(C/VÍDEO) IPO Porto premiado a nível europeu por estudo de deteção precoce de cancro colorretal hereditário

IPO Porto premiado a nível europeu por estudo de deteção precoce de cancro colorretal hereditário

O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto) foi um dos oito premiados a nível europeu (e único em Portugal) com o Prémio de Pesquisa ESGE Medtronic. O estudo “Accuracy of Artificial Intelligence-based Colonoscopy in Lynch Syndrome: when you should never miss an adenoma” visa determinar a sensibilidade da colonoscopia assistida por IA em doentes com síndrome de Lynch.

O anúncio surge no âmbito do Mês de Sensibilização Contra o Cancro do Intestino, que se assinala todos os anos ao longo do mês de março. 

O IPO Porto destaca, em comunicado, que para realizar o estudo, “a unidade recebeu dois sistemas de inteligência artificial que detetam automaticamente e em tempo real pólipos de vários tamanhos, formas e morfologias”.

Citado em comunicado, Mário Dinis Ribeiro, diretor do Serviço de Gastrenterologia do IPO Porto reforças que “é com muito orgulho que recebemos esta distinção que vem destacar o papel do IPO do Porto enquanto instituição de saúde que investe em métodos de diagnóstico mais precisos, de forma a diagnosticar doenças neoplásicas em fases mais precoces e assim conseguir tratar com mais eficácia”.

“Estima-se que a pandemia de covid-19 tenha atrasado o diagnóstico de cancro colorretal para 83.000 doentes europeus, sendo que dados mais atuais apontam para mais de 10 mil casos de cancro do intestino e mais de 4.200 mortes todos os anos em Portugal”, avança o IPO Porto na mesma nota informativa

“Já a Síndrome de Lynch, doença em que o estudo premiado incidiu é causada por mutações nos genes de reparação do DNA e é a causa mais frequente de cancro colorretal (CCR) hereditário. Os portadores destas mutações têm um risco cumulativo de CCR de até 70% e são geralmente diagnosticados em idade mais jovem”, acrescenta o comunicado que reforça que “nestes doentes, os pólipos (adenomas) têm uma maior probabilidade de apresentarem características de alto risco e representam uma progressão mais rápida para cancro. Neste contexto, é crucial minimizar os pólipos potencialmente não identificados na colonoscopia de rastreio (missings)”.

Fotografia: IPO Porto (foto ilustrativa)

O IPO Porto declara que “os sistemas baseados na utilização de inteligência artificial (IA) têm sido usados durante a colonoscopia com o objetivo de aumentar a taxa de deteção de adenomas e o número de adenomas detetados por doente”.

Cláudia Pinto, autora do estudo, explica que “o estudo, que foi iniciado em fevereiro de 2021 e tem o fim previsto para o final do ano de 2022, inclui cerca de 65 doentes. Neste grupo de doentes, os sistemas baseados em inteligência artificial podem ser particularmente úteis em diminuir os missings da colonoscopia e consequentemente diminuir as neoplasias de intervalo”.

“O sistema de diagnóstico utilizado no estudo é o primeiro e único sistema de deteção computadorizado disponível no mercado que utiliza a inteligência artificial para identificar adenomas durante a colonoscopia de rotina. É treinado pela revisão de mais de 13 milhões de imagens de pólipos de várias formas e tamanhos. Funciona como um segundo par de olhos especializados, que não se distraem nem são afetados pelo cansaço, contribuindo de forma significativa para o aumento do número de lesões detetadas durante a colonoscopia”, lê-se na nota informativa que nos foi endereçada.

“Em 2020, a Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal (ESGE) e a Medtronic, em parceria, lançaram o AI Research Award, de forma a apoiar a aplicação da IA no campo da colonoscopia (contando com o apoio da Medtronic) e ajudar os países europeus num momento crítico devido à pandemia, que levou a que muitos países tenham introduzido bloqueios aos exames de cancro colorretal, levando a atrasos no diagnóstico e tempos de espera alargados no tratamento”, alude o comunicado que adianta que a “ESGE premiou oito candidaturas de seis países europeus”.

“O objetivo de cada investigador é único: desde avaliar se a IA deve ser adotada como parte do programa nacional de rastreio até perceber se a tecnologia pode servir de apoio a especialistas menos experientes, de forma a promover a qualidade da colonoscopia”, acrescenta a instituição que relembra que todas as “inscrições foram avaliadas pelo Comité do Prémio ESGE com base na qualidade científica, inovação, no custo-benefício, na força da equipa de pesquisa e na qualidade geral do projeto.”

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