EM DIRETO
Fechar X
ASSISTA AGORA
EM DIRETO
EM DIRETO
Publicidade

Artigo de Opinião: Em Portugal não se vive, sobrevive-se

Nos últimos dias assistimos à aprovação do aumento do salário mínimo para 2022, passando dos atuais 665€ para os 705€.

Olhando para este cenário e imaginando um jovem que seja solteiro, sem filhos, que tenha de suportar despesas básicas como renda de casa, luz, água, alimentação, deslocações para o trabalho, cuidados de saúde como é que consegue fazer face a estes gastos com pouco mais do que 590€ líquidos mensais ou 627€ líquidos mensais já a partir de janeiro de 2022? Não consegue.

Ao longo dos últimos anos, em Portugal, o salário mínimo tem vindo a aumentar a um ritmo muito superior ao salário medio, o que torna o caso mais grave.

Dos países da OCDE e dos europeus, Portugal é o país onde a diferença entre o salário mínimo e o salário médio mais se aproxima. Eu diria que Portugal está no caminho certo para ser, uma vez mais, referência pelas piores razões: o País dos salários baixos. É caso para dizer que em Portugal não se vive, sobrevive-se.

Agora também precisamos de entender e perceber que se os empresáriossó não pagam mais não é porque não querem, mas sim porque não podem. Estamos ainda a recuperar de uma crise e por isso as empresas até agora não têm a capacidade para suportar estes aumentos. Para esta dificuldade de aumentar os salários, sentida pelas empresas, o Estado tem um instrumento para as ajudar de forma direta: é a descida dos impostos e em outros encargos que as empresas têm e que dependem diretamente do Estado.

O aumento do salário mínimo, que continua a ser baixíssimo, tem de ser o resultado de um grande crescimento da riqueza, produtividade e competitividade enquanto país. Só assim é que se pode aumentar o salário mínimo. Não podemos distribuir o que não temos e as empresas só conseguem pagar melhores salários na medida em que consigam aumentar os seus lucros.

Se olharmos para alguns setores da atividade económica, como é o caso da construção civil, o turismo, os transportes de mercadorias ou a indústria do mobiliário a definição do salário segue a lei mais antiga da economia, a lei da oferta e da procura em que, dada a falta de recursos humanos, o mercado tratou de ajustar estes valores de salários baixos.

Para concluir, atualmente mais importante do que discutir o aumento do salário mínimo devemo-nos concentrar em debater critérios que possam contribuir para aumentar a produtividade e competitividade nas empresas.

João Pedro Monteiro

Secretário-geral da JSD Baião

Partilhe nas Redes Sociais

Em Destaque

Artigos relacionados

Publicidade

Contribua já:

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2

Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Publicidade

Estamos a melhorar por si, Novum Canal, sempre novum, sempre seu!

Publicidade

Publicidade

Estamos a melhorar por si, Novum Canal, sempre novum, sempre seu!

Publicidade