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Ministra da Saúde inaugurou Unidade de Hemodiálise do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Ministra da Saúde inaugurou Unidade de Hemodiálise no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

A Ministra da Saúde, Marta Temido, inaugurou, esta sexta-feira, a Unidade de Hemodiálise de Agudos e a nova área de Consultas e Exames de Pneumologia, do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), em Penafiel.

O CHTS destaca que a unidade permitirá minimizar o “envio sistemático dos doentes para acompanhamento no Hospital São João”, passando a comunidade, de cerca de 500 mil pessoas, que é servida pelo centro hospitalar a dispor de uma nova valência “com maior proximidade e humanização nos cuidados”.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Marta Temida, questionada sobre a abertura destes serviços com a dimensão que o CHTS abrange e a existência de profissionais para dar resposta a essas solicitações, confirmou que existe um equilíbrio, mas admitiu que em saúde as necessidades são sempre crescentes.

 “Quando fazemos desenvolvimentos em hospitais que não tinham determinadas áreas, como é o caso da nefrologia, ou começamos pelos equipamentos, ou começamos pelos profissionais, mas, neste caso, conseguimos ter um desenvolvimento relativamente equilibrado. Temos uma equipa motivada, jovem, a apostada em trazer para este hospital, que tem a segunda maior área de influência do país, maior área de população servida, esta resposta, mas é sempre necessário reforçar. Em saúde, e toda a gente percebe isso, as necessidades, sobretudo, quando a inovação tecnológica existe, a esperança de vida aumenta, as pessoas têm doenças mais complexas e vivem mais anos, são sempre crescentes em saúde”, disse, salientando que todos temos que nos preparar como sociedade para responder a essa expetativa que as pessoas têm, de viver mais anos, com mais qualidade, ter mais cuidados, com maiores condições, sendo o investimento em saúde um investimento permanente.  

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Falando da necessidade do CHTS ser chamado a dar resposta face a um eventual aumento do número de contágios e de um novo surto, a governante reconheceu que as dificuldades que se fizeram sentir  há cerca de um ano, extravasaram a componente hospitalar.

“Tivemos dificuldades na resposta aos inquéritos epidemiológicos, na resposta de testes, mas conseguimos ir ultrapassando dificuldade após dificuldade. Se me perguntarem se vai tudo correr bem, se vai tudo funcionar a 100%, não posso dizer isso porque estaria a mentir, mas posso afirmar que todos os que estamos deste lado, estamos a trabalhar para melhorar, para responder melhor à população e que fazemos todos os dias o nosso melhor, sejam profissionais de saúde, quer os gestores hospitalares, e é esta relação de confiança que é preciso ter e é esta mensagem de responsabilidade que é preciso passar”, expressou, reiterando que todos os parceiros estão a trabalhar no sentido de melhorar as condições do hospital.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

“Garantir que não vão existir dificuldades, constrangimentos, que não vai existir pressão, que não iremos ficar todos preocupados com eventuais acréscimos de casos, não posso, porque não costumo mentir”, atalhou.  

Interpelada sobre a forma como os hospitais e os centros de saúde estão a dar resposta à Covid-19, Marta Temido garantiu que relativamente à doença que a situação está relativamente controlada.

“O número de utilização de camas de enfermaria e de camas de cuidados intensivos, estamos com um ligeiro acréscimo, mas os valores de referência que fixamos, as linhas vermelhas estão ainda controladas. Agora, obviamente, que sentimos pressão nas urgências respiratórias na procura dos serviços de urgência e apelo a que as pessoas utilizem os serviços de saúde, designadamente as linhas de contacto. É importante que as pessoas tenham confiança na utilização dos serviços de saúde, mas antes de irem ao serviço de saúde que utilizem a linha SNS 24. Se fizermos uma utilização racional e reforço de meios teremos melhores condições para responder”, manifestou.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Marta temido, na visita que efetuou ao CHTS, Hospital Padre Américo visitou, também, a nova área da pneumologia que passou a “concentrar os exames especiais e as consultas, bem como passou a permitir a realização de estudos do sono internamente, quando até aqui teriam de ser feitos no exterior”.

O presidente do Conselho de Administração do CHTS, Carlos Alberto, realçou que o investimento realizado nestes dois serviços foi de um milhão de euros, reconhecendo que estes serviços vêm dar resposta às necessidades existentes.

“Os investimentos que o CHTS tem realizado nos últimos anos, têm procurado dar resposta efetivamente àquilo que são as necessidades da comunidade. Há três anos, existiam duas especialidades, cardiologia e pneumologia, com enormes listas de espera, onde chegamos a ter três anos de listas de espera. Isso era um tormento e isso causava-nos algum desconforto. A tutela fez reforços adicionais, pelo que este desenvolvimento do hospital vai no bom sentido. A pneumologia é uma área onde existe efetivamente uma necessidade forte de investimento, porque estamos na zona do país com a maior taxa de incidência de tuberculose e isso implicou a admissão de novos pneumologistas. A hemodiálise é um investimento novo e que vai permitir pela primeira vez dar resposta à comunidade, sem necessitar de se deslocar para o Porto. Existe uma resposta interna no hospital que permite uma proximidade maior e uma resposta mais eficaz”, precisou, manifestando que o Serviço Nacional de Saúde está a cumprir o seu desiderato de proximidade e de um serviço mais humanizado.

Carlos Alberto reconheceu que tendo em conta a área de abrangência do CHTS e a elevada afluência às urgências torna-se mais fácil para o centro hospitalar, à medida que os investimentos vão sendo feitos, dar resposta a essas mesmas necessidades.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

O presidente do Conselho de Administração do CHTS recordou que, com exceção da plástica e da ortopedia, a lista de espera são residuais.

“No caso da plástica, tem sido difícil encontrar soluções, mesmos nos privados, estes não têm interesse em fazê-lo, mas estamos e articulação com o Hospital da Prelada no sentido de nos ajudar a dar resposta a estes problemas. À parte estes casos, as restantes especialidades estão praticamente resolvidas, em termos de listas de espera. Em termos gerais não temos listas de espera fora do tempo de espera garantido, quer para consulta, quer para cirurgia. O que foi um avanço”, acrescentou.

Carlos Alberto destacou, ainda, que com o aproximar do Natal e os convívios familiares que são previsíveis, o CHTS terá de se manter alerta e vigilante, recordando que a pandemia ainda não acabou.

“O cenário que temos hoje é completamente diferente daquele que enfrentamos no ano passado. No ano transato tínhamos internados neste hospital 235 pessoas, hoje, temos no país menos de 400. No CHTS existem 14 doentes internados por Covid-19. Não podemos deixar de usar a máscara, cumprir as regras, mas a população está vacinada. Todos temos que nos envolver na campanha de vacinação porque as vacinas são seguras. Não foi em vão que conseguimos os resultados que conseguimos”, garantiu, numa alusão à forma como a população portuguesa se envolveu neste processo.

Fotografia: Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa

Carlos Botelho, diretor do serviço de Nefrologia, realçou que o projeto para a instalação desta especialidade nasceu em 8 de maio de 2014, tendo sido estabelecido um objetivo estratégico que passava por abrir um serviço de Nefrologia.

“O CHTS é a segunda maior área e referência direta do hospital, nunca tinha tido uma sala de diálise de agudos, a transferência para os outros hospitais da rede de referência nacional são frequentes, são diárias, e isso causa-nos alguns problemas no que diz respeito à logística. Tivemos inclusive um projeto que passava por nos aproximar da comunidade e passar a tratar alguns doentes e humanizar que é completamente diferente de fazer tratamentos no hospital da área de referência. O nosso objetivo foi sempre o de trabalhar de modo a conseguir recursos humanos, recursos estruturais e desenvolvimento estratégico. Tudo isto só foi possível porque em primeiro lugar tenho uma equipa jovem resiliência, uma direção clinica e um conselho de administração que sempre esteve do nosso lado. Nos últimos anos temos apostado e desenvolvido um conjunto de medidas no sentido de prestar o melhor serviço à comunidade”, asseverou.

Carlos Botelho admitiu que os recursos existentes são para já suficientes, mas, no futuro, o objetivo passa por crescer.

“Os serviços de saúde precisam antes de crescer em recursos humanos, de crescer em cultura organizacional. Queremos fazer um trabalho de qualidade. No futuro, queremos desenvolver-nos e esperamos que haja mais recursos”, afiançou, salientando que o serviço integra seis médicos nefrologistas de quadro.

“Organizamos a atividade em internamento, consulta e vamos iniciar a urgência. Temos dois gabinetes de consulta externa e um espaço de internamento”, concretizou, esclarecendo que a unidade entra em funcionamento no dia 22 de novembro.

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