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Paredes: Mappa 21 despede-se com espetáculo de teatro da Astro Fingido

Paredes: Mappa 21 despede-se com espetáculo de teatro da Astro Fingido

O programa cultural Mappa 21, projeto artístico de Paredes, despede-se com espetáculo de teatro da Astro Fingido  “O que ficou”, nos próximos dias 25 de setembro e 8 de outubro, na Quinta do Sobrado de Cima (Louredo) e na Casa da Torre (Sobrosa).

A Astro Fingido, associação cultural, responsável pela coordenação e conceção artística, destaca que o “projeto Mappa 21 está a entrar no chamado rodapé de programação”, salientando que “ao longo de quatro meses o desafio foi proporcionar a animação e a fruição cultural de acesso livre à população de diferentes lugares e freguesias do concelho de Parede”s.

“ Assim, nada melhor do que uma peça de teatro para fazer cair o pano desta edição do ‘Mappa’. O trabalho cénico-dramatúrgico denomina-se “O que ficou” e será levado à cena nos próximos dias 25 de setembro, sábado, na Quinta do Sobrado de Cima, em Louredo, bem como no dia 8 de outubro, sexta-feira, na Casa da Torre, em Sobrosa. Ambas as apresentações decorrem às 21h30”, acrescenta a associação no comunicado que nos endereçou.

“O que ficou” é uma peça “tributária da escrita de Pedro Fiúza, uma dramaturgia cujo mote temático versa em síntese a ideia de que “Durante a nossa vida vamos deixando coisas para trás. Mas o que deixamos para trás nunca fica absolutamente eliminado do nosso caminho.” E a reforçar este conceito, pode acrescentar-se: “Há coisas que ficam resolvidas e há outras que se transformam em fantasmas. O que ficou é um fantasma de pessoas, de lugares e de caminhos”.

Na essência, “O que ficou” é um exercício teatral que propõe uma reflexão sobre a questão da memória e da comunicação”, avança a organização que reforça que o “público entra na circularidade própria de um espetáculo-percurso e assiste à interpretação de 4 monólogos por parte dos atores, que no caso representam o filho, a mãe, o pai e a rapariga. E se o número das versões é igual ao das personagens, a realidade nelas descrita é bem distinta: o real, neste caso o passado vivido por cada um deles no mesmo local e nas mesmas circunstâncias (até um certo ponto) parece não coincidir de todo. A partir daqui, ‘o protagonista’ passa a ser o próprio espetador que faz o seu próprio mapa mental dos acontecimentos”.

Fotografia: Astro Fingido

A produção pertence à companhia “Astro Fingido e a direção artística está a cargo de Ângela Marques e Fernando Moreira, este último elemento é também o responsável pela encenação”.

Integram o elenco “Ângela Marques, Emílio Gomes, Odin Estevam e Sónia Varandas. A música criada para o efeito tem a assinatura de Ricardo Fráguas”.

“O coro de canções à capela reúne as vozes de Alice Vieira, Cátia Soares e Mariana Costa. O Teatro Art’Imagem está incumbido da direção técnica do espetáculo”, declara a Astro Fingido que sublinha que o “Mappa 21, enquanto projeto de parceria que associa a Câmara Municipal de Paredes e a companhia Astro Fingido, sai de cena, espera-se que apenas por uns meses: os responsáveis vão também eles, tal como o título da peça sugere, analisar “O que ficou” de todo este trabalho conjunto e quiçá terão novidades para anunciar em breve”.

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