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Covid: último relatório de monitorização das linhas vermelhas com tendência estável

Covid: último relatório de monitorização das linhas vermelhas com tendência estável

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O ultimo relatório de monitorização das linhas vermelhas para a Covid-19, realizado no dia 30 de julho, aponta para uma tendência estável a decrescente a nível nacional do número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) destacam que “o número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2 / Covid-19, por 100 000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 420 casos, com tendência estável a decrescente a nível nacional”.

De acordo com as duas entidades o “ R(t) apresenta valores inferiores a 1, indicando uma tendência decrescente da incidência de infeções por SARS-CoV-2, a nível nacional (0,98) e na maioria das regiões do continente”, sendo que nas regiões “Norte e Alentejo, o R(t) ainda se mantém acima de 1, mantendo a tendência crescente nestas duas regiões”.

A DGS esclarece que o “limiar de 240 casos/100 000 habitantes na taxa de incidência acumulada a 14 dias já foi ultrapassado a nível nacional e nas regiões Norte, LVT, Alentejo e Algarve. O Algarve apresenta agora uma taxa de incidência acumulada a 14 dias de 869 casos por 100 000 habitantes”, sustentando que o  “número diário de casos de COVID-19 internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) no continente revelou uma tendência crescente, correspondendo a 82% (na semana passada foi de 70%) do valor crítico definido de 255 camas ocupadas”.

Fotografia: DGS

O relatório esclarece que o “O maior número de internados observa-se atualmente na região de LVT, onde foi ultrapassado o limiar crítico regional definido”.

A nível nacional, o documento informa que “a proporção de testes positivos para SARS-CoV-2 foi de 4,7% (na semana passada foi de 5,2%), valor que se mantém acima do limiar definido de 4% mas que apresenta uma tendência decrescente”, salientando que a “proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 3,6% (na semana passada foi de 4,8%), mantendo-se abaixo do limiar de 10%”.

A DGS declara que “nos últimos sete dias, pelo menos 92% dos casos de infeção por SARS-CoV-2 / COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e, no mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 75% dos casos”, sublinhando que a “variante Delta (B.1.617.2), originalmente associada à Índia, é a variante dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 97,8% dos casos avaliados na semana 28/2021 (12 a 18 de julho) em Portugal”.

“A análise dos diferentes indicadores revela uma atividade epidémica de SARS-CoV-2 de elevada intensidade e tendência estável a decrescente. a nível nacional, observando-se, no entanto, uma atividade epidémica crescente na região Norte e Alentejo”, refere a DGS e o INSA que destacam que “mesmo que a tendência decrescente se confirme nas próximas semanas, é esperada a continuação do aumento da pressão sobre os cuidados de saúde e da mortalidade nas próximas semanas”.


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