Segunda-feira, Maio 25, 2020
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DORP-PCP pede medidas de segurança para funcionamento de atividades de produção

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A Direção da Organização Regional do Porto (DORP) do Partido Comunista Português (PCP), enaltece e saúda o papel dos profissionais de saúde que estão na linha da frente do combate ao surto epidémico, “uma saudação extensível aos profissionais da protecção civil, bem como, às forças de segurança e a todos aqueles que, com o seu trabalho, garantem o funcionamento do país e os bens essenciais à vida das populações”, referem em comunicado.

Em paralelo, a DORP do PCP destaca a necessidade de se assegurarem medidas de segurança para o funcionamento de atividades económicas e da produção nacional, “de impedir o ataque aos direitos e rendimentos de quem trabalha, de salvaguardar o abastecimento ao país, designadamente ao nível alimentar, de produtos básicos e de medicamentos, assegurar um reforço da rede de apoio social que atenda à nova realidade”.

A activação do Plano Distrital de Emergência (PDE), anunciada no passado domingo, é sustentada com o objetivo de possibilitar a “requisição imediata de bens e serviços públicos e privados” e para a permitir uma “atuação mais ampla do que a que foi determinada com a ativação do plano de emergência nacional”, o que, segundo o partido, “não corresponde à realidade”.

O PCP afirma que a ativação do PDE foi tomada “sem qualquer articulação com os municípios, alguns dos quais com planos de emergência municipais já ativados, sem um plano de contingência definido e não são ainda conhecidas medidas e procedimentos que lhes estejam associados. Não se conhece, por exemplo, se haverá medidas específicas para recolha de resíduos de infetados, se há alguma articulação com o Aeroporto ou o Porto de Leixões”, lê-se no comunicado.

A DORP do PCP alerta, ainda, para o papel de alguns autarcas “que se colocam ao serviço de empresas privadas de saúde, lhes proporcionam instalações e promovem os serviços sob o argumento da emergência e do combate à evolução epidemiológica”. Lembram que o estado atual “permite que os poderes públicos requisitem os bens necessários para responder às necessidades públicas e esses mecanismos têm de prevalecer perante os interesses privados, mas também sobre a chantagem e especulação”, terminam.