Sábado, Janeiro 18, 2020
Casos de PoliciaSaúdeÚltima Hora

“Juntos na Insuficiência Cardíaca” reuniu doentes, familiares e profissionais no Hospital Padre Américo

81visualizações

Entre profissionais de saúde, doentes, familiares e cuidadores, foram mais de 100 as pessoas que participaram, a 11 de janeiro, no III Workshop “Juntos na Insuficiência Cardíaca” da Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC), organizado em parceria com a Clínica de Insuficiência Cardíaca do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS).

A importância do suporte familiar, cumprir o horário e as tomas de medicação, realizar uma atividade física adaptada e uma alimentação equilibrada e saudável foram as mensagens principais desta iniciativa que contou com a intervenção de vários especialistas que esclareceram sobre sinais e sintomas e tratamento da insuficiência cardíaca.

Na sessão de abertura estiveram Filipa Carneiro, diretora clínica do CHTS, José Ribeiro, enfermeiro diretor do CHTS, e Carlos Alberto, presidente do Conselho de Administração do CHTS, que salientou “a confiança dos utentes no acompanhamento feito pelo Serviço de Cardiologia, confirmada pela forte participação neste encontro, numa manhã de sábado, onde os ensinamentos e a partilha de conhecimento vão estar em destaque”.

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Como consequência, por exemplo, pode acumular-se líquido nas pernas e nos pulmões.

Nas palavras de Aurora Andrade, cardiologista que coordena a Clínica de Insuficiência Cardíaca do CHTS, “há vida para além da insuficiência cardíaca. É possível ser feliz, mesmo tendo esta doença crónica. O truque é adaptar-se às circunstâncias e enganar a doença”.

Maria José Rebocho, elemento do conselho científico da AADIC, apresentou a associação que “tem como objetivo fomentar a divulgação da insuficiência cardíaca e melhorar o diagnóstico e tratamento desta patologia e, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida dos doentes e seus familiares”.

Além do programa científico, o encontro contou com um jogo interativo, onde os conhecimentos dos doentes foram postos à prova, tendo todos passado com distinção nas várias questões que foram colocadas sob a forma de “Casos da Vida Real”.

Houve ainda testemunhos de doentes e cuidadores que falaram sobre as dificuldades e as estratégias encontradas para lidar com a doença.

A terminar, para reforçar a importância da atividade física, foi lançado um desafio que colocou todo o auditório a dançar. Nesse dia, também na cantina, a importância da alimentação saudável ficou marcada com o almoço a ser servido com menos sal.

Luís Gonçalves e Luísa Freitas fizeram parte do grupo de doentes que participou no workshop

Luís Gonçalves, de Paços de Ferreira, e Luísa Freitas, de Paredes, são seguidos na Clínica de Insuficiência Cardíaca, no Hospital Padre Américo.

Sobre a equipa da Clínica, são unânimes: “as enfermeiras são excelentes e a Dra. Aurora é exemplar”.

Luís Gonçalves é seguido há 10 anos e diz que, depois do enfarte, ficou deprimido, mas com o apoio familiar e seguindo as indicações da equipa de saúde, “foi um milagre, estou vivo”, afirmou.

Acerca do encontro, Luís acrescenta: “muito interessante, acertei nas perguntas todas. Temos que fazer o que nos mandam, as dietas e tudo, não é?”

Luísa Freitas, com uma insuficiência cardíaca genética, é seguida desde 2018, logo após a colocação de um Cardioversor Desfibrilhador Implantável (CDI). “Até agora, salvaram-me a vida. Tenho a vida salva”.

Também no jogo interativo respondeu acertadamente e afiançou estar “a gostar de tudo, até do lanche com coisas muito saudáveis”. “Tenho muita sorte em casa”, confidencia ainda Luísa, “todos querem cortar no sal e no açúcar”.

Sobre a Clínica de Insuficiência Cardíaca

Desde 2011, o Serviço de Cardiologia do CHTS tem um programa multidisciplinar estruturado de tratamento da Insuficiência Cardíaca (IC), a Clínica de Insuficiência Cardíaca (CIC), com o objetivo de reduzir a mortalidade, a taxa de reinternamentos e melhorar a qualidade de vida destes doentes.

Ao longo dos anos foram seguidos cerca de 500 doentes, e dedica-se àqueles que têm IC com disfunção sistólica ventricular esquerda em que são conhecidas ou se preveem dificuldades no manuseamento/orientação da Insuficiência Cardíaca.

A equipa é constituída por uma cardiologista, que coordena o programa, e 4 enfermeiras com formação específica nesta área. Conta também com 1 interno de Cardiologia, fazendo parte do plano formativo em Cardiologia.

Deixar um comentário